I
08.45… a caminho de Setubal (Clin. Medisete), faltando justitifcadamente a uma reunião [CCH – 9.45-]
12.00-12.30: Reunião com a Secretária Geral do Governo Civil de Setubal (tema; acesso a fundos documentais
14.00-17.30: Arquivo Distrital de Setubal – fundos documentais do GCS incorporados no ADS. Cf. de inventários…
II- UÉ em mudança institucional: agora é o momento de nos envolvermos
Entre Outubro e Dezembro estarão eleitos todos os novos orgãos previstos no novo Estatuto da Universsidade. Os regulamentos e calendário eleitorias já estão públicados. É uma oportunidade para limpar a Universidade de mais de uma década de mais vícios institucionais. É preciso uma boa varridela e uma profunda renovação de actores, não comprometidos com um passado de vícios. Certamente não virão apenas virtuosos mas ísso não é relevante se formos capazes de acabar com a impunidade, com o espirito da decisão tomada por cliques mas com "responsabilização colectiva ", e fazer vingar o princípio da responsablidade pessoal. Acredito que é indispensável, e possível, mudar agora radicalmente, na forma como se tomam decisões e nas práticas. Só assim nos libertaremos desta orgia institucional em que penosamente nos arrastamos.
III- O novo PREC Europeu ….ou o “PREC das Burguesias”
Enquanto decorreia com todo o seu dramatrismo mediático o PRECCEU, “Processo Revolucionário Errático do Capitalismo Estado Unidense” com o colapso de algumas das maiores instituições financeiras, a tentativa de nacionalização dos prejuizos de outras tantas, e a travagem do bushiano "Bailout Package 228-205" no Senado, facto para o qual foi decisiva a cooperação dos votos republicanos liberais (rebeldes), na Europa, alguns governos anteciparam-se e nacionalizaram já algumas das grandes instituições financeiras, iniciando assim um PRECE – Processo Revolucionário em Curso na Europa , que, em 24 horas, já envolveu o B&B [ Bradford & Bingley (UK)], uma parte da seguradora e financeira Fortis [ com um plano de resgate pelos governos do Benelux (Holanda, Bélgica e Luxemburgo], e Hypo Real Estate (Alemanha). No Reino Unido tal destino já tinham conhecido o Alliance & Leicester e HBOS e o Northen Rock (este foi “temporariamente nacionalizado” !!! em fevereiro e aparece agora envolvido nas operações de nacionalização]. E o Dexia, resultante de uma fusão franco-belga (1996), e um dos mais importantes bancos europeus, parece caminhar para um destino similar enquanto a praça de Wall Street e as bolsas europeias afundam drasticamente ..num deslise pela colina que o Euro acompanha.
interessante notar que alguns analistas estabelecem uma relação entre a decisão de nacionalizar na Europa e o fracasso (porque hoje recusado) do famoso plano Bush, pois aquele em parte só teria a possibilidade de ser bem sucedido à custa da Europa… mas pode não ser assim. O certo é que Obama no debate parecia muito pouco convencido da bondade do plano. A tormenta cá chegará…mais tarde, mas mais dura. E lá iremos então, provavelmente com muito boas razões que a retórica inventará, camuflar um 2º PREC, agora o “PRECP da (velha) Burguesia” contra as classes médias, com o Estado e os nossos impostos a pagar também aqui a incompetência “olímpica” dos nossos financeiros e gestores profissionais. Se isto ocorrer em simultâneo com a persistência da vaga de assaltos …. tornariamos o país num novo Texas, na imagem que o representa na literatura de cowboys da minha juventude. E esse revivalismo com o Marx ao contrário não pode deixar de ser uma nova aventura de um Capitalismo que, muitos juram com pés e mãos juntos, será eterno.
HAF
Editorial
Um amigo muito estimado tem uma “FlorBela” , a poetisa, sentada à janela do mundo. A peça é de Pedro Fazenda e hoje permite à poetisa, a partir da Quinta de Santa Rita, um olhar eterno sobre o lado este da cidade de Évora. Todavia ela nem sempre esteve ali. Conheci-a na cidade, no Pátio de S. Miguel , quase debruçada sobre o velho Colégio Espírito Santo (actual “centro” da Universidade de Évora) e com um horizonte que dos “coutos “ orientais da cidade se prolongava, nos dias verdadeiramente transparentes , até Évora-Monte . Mas as coisas da vida são como se fazem. Depois de um par de anos vendo o mundo a partir da cidade , e de mais alguns por outras andanças e paragens, Florbela sentou-se definitivamente para observar a cidade. E lá a encontrará nos anos vindouros quem a souber procurar. À janela, de onde a poetisa gostava de apreciar se não o Mundo, pelo menos o Mar (“Da Minha Janela”, 1923).
À janela do mundo me coloco também para observar e comentar as múltiplas cidades que me interessam, os seus actores e instituições. Sem uma agenda definida. Pelo simples prazer de dar palavras a ideias quando tal me apetecer. Um exercício de liberdade e cidadania.
DiáriodeumaCatedraaJanela é um blog de autor, um espaço de opinião aberto a todas as dimensões que se inscrevem na minha identidade . A de um autor com experiência e memória de mais de meio século partilhadas entre África e Europa, Casado (há quase 30 anos), Pai (de três filhos), Livre Pensador, Cidadão (Português e Europeu) , Professor (Catedrático) e Historiador . O Diário passará por tudo isto, mas com o carácter de “conta-corrente”, só mesmo a vida académica, que no momento em que este editorial foi escrito de(le)itava-se em mais uma falsas férias.
Não me coloco ao abrigo de uma atalaia. Pretendo também ser observado, expondo o meu dia a dia profissional. É uma forma de ajudar a superar a miserável (manipulação da ) ignorância do “povo” e proporcionar a possibilidade de contrapôr experiências à retórica e oportunismo mediáticos de muitos observadores e políticos pouco criteriosos. Os cidadãos podem conhecer de perto o que nós (professores universitários com carreira universitária) fazemos pelo país, o modo como o fazemos e o que pensamos sobre o modo como podemos fazer ainda mais e melhor.
A começar a 1 de Setembro. Não por ser o dia dedicado pela Igreja Católica à bela “Santa Beatriz da Silva Menezes, Virgem “ (1490-c 1550). Não por constituir efeméride da invasão da Polónia pela Alemanha (1939), da Conferência de Belgrado (1961) ou da tomada do poder por Muammar al-Qaddafi (1969). Não também pelo comemorativo propósito dos dias do Caixeiro Viajante ou do Professor de Educação Física. Nem sequer por marcar o nascimento de António Lobo Antunes (1942), o autor das extraordinárias “D´este viver aqui neste papel descripto. Cartas da Guerra” (1971-1972) , cuja edição as filhas organizaram (2005) , ou de Allen Weinstein (1937), prestigiado historiador americano e actual “Archivist of the United States “. Nada disso. Também não é por corresponder ao 9802º dia da minha actividade como professor universitário, cujo início data de 30 de Outubro de 1980, quatro meses após a conclusão da licenciatura e uma disputa em concurso público limpinho. Apenas porque me fica mais em conta.
Vamos lá tentar fazer disto um mundo aberto.
Burgau, 15 de Agosto de 2007
Helder Adegar Fonseca (HAF)
À janela do mundo me coloco também para observar e comentar as múltiplas cidades que me interessam, os seus actores e instituições. Sem uma agenda definida. Pelo simples prazer de dar palavras a ideias quando tal me apetecer. Um exercício de liberdade e cidadania.
DiáriodeumaCatedraaJanela é um blog de autor, um espaço de opinião aberto a todas as dimensões que se inscrevem na minha identidade . A de um autor com experiência e memória de mais de meio século partilhadas entre África e Europa, Casado (há quase 30 anos), Pai (de três filhos), Livre Pensador, Cidadão (Português e Europeu) , Professor (Catedrático) e Historiador . O Diário passará por tudo isto, mas com o carácter de “conta-corrente”, só mesmo a vida académica, que no momento em que este editorial foi escrito de(le)itava-se em mais uma falsas férias.
Não me coloco ao abrigo de uma atalaia. Pretendo também ser observado, expondo o meu dia a dia profissional. É uma forma de ajudar a superar a miserável (manipulação da ) ignorância do “povo” e proporcionar a possibilidade de contrapôr experiências à retórica e oportunismo mediáticos de muitos observadores e políticos pouco criteriosos. Os cidadãos podem conhecer de perto o que nós (professores universitários com carreira universitária) fazemos pelo país, o modo como o fazemos e o que pensamos sobre o modo como podemos fazer ainda mais e melhor.
A começar a 1 de Setembro. Não por ser o dia dedicado pela Igreja Católica à bela “Santa Beatriz da Silva Menezes, Virgem “ (1490-c 1550). Não por constituir efeméride da invasão da Polónia pela Alemanha (1939), da Conferência de Belgrado (1961) ou da tomada do poder por Muammar al-Qaddafi (1969). Não também pelo comemorativo propósito dos dias do Caixeiro Viajante ou do Professor de Educação Física. Nem sequer por marcar o nascimento de António Lobo Antunes (1942), o autor das extraordinárias “D´este viver aqui neste papel descripto. Cartas da Guerra” (1971-1972) , cuja edição as filhas organizaram (2005) , ou de Allen Weinstein (1937), prestigiado historiador americano e actual “Archivist of the United States “. Nada disso. Também não é por corresponder ao 9802º dia da minha actividade como professor universitário, cujo início data de 30 de Outubro de 1980, quatro meses após a conclusão da licenciatura e uma disputa em concurso público limpinho. Apenas porque me fica mais em conta.
Vamos lá tentar fazer disto um mundo aberto.
Burgau, 15 de Agosto de 2007
Helder Adegar Fonseca (HAF)
segunda-feira, setembro 29
domingo, setembro 28
10190º Dia
I
Horas à volta das actas da CCHistória de 18 de Fevereiro e 16 de Setembro p.p. e de uma história de deploráveis práticas institucionais. O tempo que somos obrigados a perder.
Esboço do desenho de uma futura tese sobre os estudantes e a crise académica de 1968-69 em Portugal. Primeiras anotações.
II. Na discussão sobre o portátil Magalhães….e o combate à info-literacia
A minha opinião é que faz sentido avançar em força com a sua boa utilização no 1º Ciclo e que são sensatas as observações de JPP (Público, 26.09.08) mesmo que tenhamos que isso custe o parolo folclore político que o governo está a fazer à volta do assunto.
III O País da Batota.
Recomenda-se a leitura de “Pequenos Favores” (VPV, Público, 28 set.) a propósito das casas atribuidas por dirigentes da Câmara de Lisboa “amigos da vida ou do partido, artistas, jornalistas, família, família de família , protegidos desta ou daquela personagem política…» Uma rede de amiguismo que beneficou algumas figuras “com frequentes intervenções moralistas” [Pùblico, “Sobe e Desce”] a título de “caridade oficial e particular”. E VPV remata :“Que um funcionário (eleito ou não eleito) distribua como quem distribui uma mercê propriedade da câmara, ou seja, do contribuinte, não perturba a cabeça de ninguém. Então um favorzinho, que não custa nada, é agora um crime? Os portugueses sempre se trataram assim: com um "jeitinho" aqui em troca de um "jeitinho" ali. E a administração do Estado fervilha de grupinhos de influência e de pressão que promovem, despromovem, transferem e demitem - e vão, muito respeitosamente, ganhando o seu dinheirinho por fora, com uma assinatura e um carimbo. Ética de serviço? Quem ouviu falar nisso?" [Vasco Pulido Valente].
Vou é arrumar o portátil que pela manhã, além da visita ao médico tenho documentos interessantes para ver no arquivo do GCSetúbal.
HAF
Horas à volta das actas da CCHistória de 18 de Fevereiro e 16 de Setembro p.p. e de uma história de deploráveis práticas institucionais. O tempo que somos obrigados a perder.
Esboço do desenho de uma futura tese sobre os estudantes e a crise académica de 1968-69 em Portugal. Primeiras anotações.
II. Na discussão sobre o portátil Magalhães….e o combate à info-literacia
A minha opinião é que faz sentido avançar em força com a sua boa utilização no 1º Ciclo e que são sensatas as observações de JPP (Público, 26.09.08) mesmo que tenhamos que isso custe o parolo folclore político que o governo está a fazer à volta do assunto.
III O País da Batota.
Recomenda-se a leitura de “Pequenos Favores” (VPV, Público, 28 set.) a propósito das casas atribuidas por dirigentes da Câmara de Lisboa “amigos da vida ou do partido, artistas, jornalistas, família, família de família , protegidos desta ou daquela personagem política…» Uma rede de amiguismo que beneficou algumas figuras “com frequentes intervenções moralistas” [Pùblico, “Sobe e Desce”] a título de “caridade oficial e particular”. E VPV remata :“Que um funcionário (eleito ou não eleito) distribua como quem distribui uma mercê propriedade da câmara, ou seja, do contribuinte, não perturba a cabeça de ninguém. Então um favorzinho, que não custa nada, é agora um crime? Os portugueses sempre se trataram assim: com um "jeitinho" aqui em troca de um "jeitinho" ali. E a administração do Estado fervilha de grupinhos de influência e de pressão que promovem, despromovem, transferem e demitem - e vão, muito respeitosamente, ganhando o seu dinheirinho por fora, com uma assinatura e um carimbo. Ética de serviço? Quem ouviu falar nisso?" [Vasco Pulido Valente].
Vou é arrumar o portátil que pela manhã, além da visita ao médico tenho documentos interessantes para ver no arquivo do GCSetúbal.
HAF
sábado, setembro 27
10189º Dia
I
10.00-16.00: depois de quarto anos de trabalho intermitente e de mais de meia dúzia de apresentações internacionais, fazem-se os remates finais no paper Jaime Reis e HAF) “ The Limits of Agricultural Progress in a Fragile Eco-System: Total Factor Produtivity in Alentejo (1750-1850)”. A última apresentação foi na COST action A 35 Progressore: 3º Workshop of Working Group 2– The management of rural land /Production and productivity in European agriculture in a historical context”
Lund, Sweden, June 13-14, 2008
16.00…..Family time. Sem imprensa.
II SLB vs SCP
Um jogo entre os “lampiões” e os “lagartos” é sempre um acontecimento. Um jogo perdido e bem perdido.
HAF
10.00-16.00: depois de quarto anos de trabalho intermitente e de mais de meia dúzia de apresentações internacionais, fazem-se os remates finais no paper Jaime Reis e HAF) “ The Limits of Agricultural Progress in a Fragile Eco-System: Total Factor Produtivity in Alentejo (1750-1850)”. A última apresentação foi na COST action A 35 Progressore: 3º Workshop of Working Group 2– The management of rural land /Production and productivity in European agriculture in a historical context”
Lund, Sweden, June 13-14, 2008
16.00…..Family time. Sem imprensa.
II SLB vs SCP
Um jogo entre os “lampiões” e os “lagartos” é sempre um acontecimento. Um jogo perdido e bem perdido.
HAF
sexta-feira, setembro 26
10188º Dia
I
o9.00-12.30: preparação do Seminário HCTN-Desenho da Tese (MEHE)
14.30-16.00: Provas orais e lançamento de notas
16.00- 17.00: alinhamento de agendas, tópicos e fontes para propostas de teses de mestrado
17.15-20.00: Seminário HCTN-Desenho da Tese
02.00-05.00: Debate B Omaba vs McCain (vr. comentários infra III)
II- Programa Erasmus para Professores
A agência Lusa divulgou esta noite a “proposta” de Xavier Darcos, ministro da educação francês , para a criação “de um programa Erasmus para professores”, num discurso proferido no encerramento do Dia Europeus das Línguas, uma proposta que Eva Almunia, secretária de estado espanhola para a Educação e Formação considerou a proposta "muito interessante" dado que "se os professores leccionarem por toda a Europa, ficarão mais preparados para formar os alunos". [Lusa , 26 de Setembro de 2008, 23:04]
Trata-se de facto de uma ideia/projecto que Xavier Darcos já promove há diversos meses. Europeísta convicto, e partidário do uso da Educação como factor de cidadania europeia – o seu gabinete , entre junho e agosto p.p, , teve outra iniciativa de grande interesse , a “operação” "Mon cahier d’Europe" - o Ministro da Educação da França, já em maio p.p., num débat no forum "Les rendez-vous des Européens “ (8.05.08) , defendeu um “Erasmus des professeurs”. Na altura declarou : "Peut-être que nous avons plus besoin de changer l'esprit des adultes que des jeunes, je crois, (...) pour les faire adhérer à l'Europe”. A eficácia fo projecto Erasmus como mecanismo de interconhecimento e aproximação leva mesmo forças polítricas emergentes , como os Newuropeans , a sugerir a criação de instrumentos similares para criar condições de páz estáveis em regiões vizinhas com relações históricas marcadas pela voilência (caso da Palestina-Isreal)
Seria uma boa notícia esta proposta acolher a concordância do Conselho de Educação que se reunirá em Bruxelas no próximo 21 de Novembro.
III-Debate Obama vs McCain
O serão prolongou-se madrugada dentro. Assistir debates entre os candidato democrata e republicano á Presidência dos EUA é quase um dever de cidadania global. Esta madrugada realizou-se o primeiro. Decorreu na Universidade do Mississipi ( presumo que no Gertrude Ford Performing Arts Center) , com uma sala apinhada de uma assistência disciplinada, e uma agenda previamente acordada foi a « Política externa e Segurança Nacional». O debate foi moderado pelo super-sénior Jornalista James (Jim) Charles Lehrer (73 anos) da PBS (The NewsHour ), que este mal e não foi capaz de promover o debate entre os dois candidatos que, tirando uma picardia ou outra, se limitaram a prestar declarações face ao tópico em presença.
A agenda incluíu uma bateria de tópicos susceptíveis de uma boa discussão. Em primeiro lugar, as questões internas e sua interacção com a condição de potência mundial: o poder militar vs o poder económico dos EUA; a actual e gravíssima crise financeira e o plano de recuperação, onde foi notório o apoio moderado de Obama, que não se dispôs a mudar o essenccial do seu programa eleitoral. Depois as grandes questões internacionais: as lições do Vietname e do Iraque; as soluções para o Iraque e Afganistão; a “ameaça” Irão; a “questão russa” (concorrente, inimigo, parceiro?); os problemas emergentes em Àfrica e América Latina (que passaram ao lado de McCain), onde a China e a Rússia vão crescendo em influência face a um ostensivo demissionismo tanto dos EUA (notou Obama) como da Europa ( acrescento eu); finalmente a escala real da “ameaça terrorista” nos EUA.
Apesar deste menu o debate foi “morno” e pro vezes mesmo chato. Não houve nada de realmente novo. Cada um dos candidatos limitou-se a reproduzir as posições (algumas já expressas há meses, o que não deixa de ser preocupante perante a mudança do cenário interno e externo) sobre cada um dos assuntos, revelando a existência de pouco consenso e de divergências expressivas, em matéria de política interna e externa. Presentes dois elementos tradicionais: no candidato republicano, por um lado a clássica retórica pró-falcão, por outro, a disparatada insistência na falta de experiência e de conhecimento internacional por parte do candidato democrata (não me parece que o eleitorado ainda caia no velho truque do “velhinho” de 72 anos, com 30 anos de experiência, maduro e sabichão, muito viajado mas que deixa sinais de trazer para o Sec XXI um pensamento e retórica seródios). O candidato do Partido Democrata, com 47 anos, mostrou serenidade e educação, ao contrário do que se presumia, duas ou três coisas interessantes: um bom conhecimentos das mudanças nas inter-acções no plano mundial; o domínio de mecanismos alternativos ao confronto, para a paz mundial; a não divisão do mundo entre bons e maus; o reconhecimento da necessidade dos EUA mudarem de atitude na forma como imaginam e desenham a sua intervenção no plano internacional. Um dos mais “baixos” momentos do debate foi a “treta” das pulseiras das mães de soldados abatidos no Iraque … onde os EUA já gastaram 600.000 milhões de dólares e tiveram de retorno 300.000 feridos e bons negócios privados e um forte déficit orçamental.
Seja como fôr, as divergências ficaram bem claras e nenhum dos candidatos cometeu gafes. As sondagens na Europa dão uma vitória expressiva a Obama ( o que não é uma surpresa….os europeus estão com Obama e este candidato pode efectivamente favorecer a criação de condições na Europa para avanços na União Europeia, uma dinâmica que os republicanos discretamente tem torpedeado). Nos EUA , o dado mais interessante é que para a maioria dos indecisos o candidato democrata ganhou o debate . E isso é uma boa notícia.
A frase fatal da noite foi de Obama: “We also have to recognize that this is a final verdict on eight years of failed economic policies promoted by George Bush, supported by Senator McCain — the theory that basically says that we can shred regulations and consumer protections and give more and more to the most and somehow prosperity will trickle down. […] It hasn’t worked, and I think that the fundamentals of the economy have to be measured by whether or not the middle class is getting a fair shake.”
As anedotas mais notórias foram de McCaim, como a graçola sobre oas letras do KGB que via nos olhos de Putin e, apesar da sua tão apregorada experiência e conhecimento, a atrapalhação ao pronunciar o nome do presidente do Irão, e a gafe ao pronunciar o nome do Qadari o actual presidente do Paquistão, que chamou de Qadari e não de (Asif Ali) Zardari. E ficou no ar a fobia anti-Zapatero, líder de um dos paises aliados NATO.
HAF
o9.00-12.30: preparação do Seminário HCTN-Desenho da Tese (MEHE)
14.30-16.00: Provas orais e lançamento de notas
16.00- 17.00: alinhamento de agendas, tópicos e fontes para propostas de teses de mestrado
17.15-20.00: Seminário HCTN-Desenho da Tese
02.00-05.00: Debate B Omaba vs McCain (vr. comentários infra III)
A agência Lusa divulgou esta noite a “proposta” de Xavier Darcos, ministro da educação francês , para a criação “de um programa Erasmus para professores”, num discurso proferido no encerramento do Dia Europeus das Línguas, uma proposta que Eva Almunia, secretária de estado espanhola para a Educação e Formação considerou a proposta "muito interessante" dado que "se os professores leccionarem por toda a Europa, ficarão mais preparados para formar os alunos". [Lusa , 26 de Setembro de 2008, 23:04]
Trata-se de facto de uma ideia/projecto que Xavier Darcos já promove há diversos meses. Europeísta convicto, e partidário do uso da Educação como factor de cidadania europeia – o seu gabinete , entre junho e agosto p.p, , teve outra iniciativa de grande interesse , a “operação” "Mon cahier d’Europe" - o Ministro da Educação da França, já em maio p.p., num débat no forum "Les rendez-vous des Européens “ (8.05.08) , defendeu um “Erasmus des professeurs”. Na altura declarou : "Peut-être que nous avons plus besoin de changer l'esprit des adultes que des jeunes, je crois, (...) pour les faire adhérer à l'Europe”. A eficácia fo projecto Erasmus como mecanismo de interconhecimento e aproximação leva mesmo forças polítricas emergentes , como os Newuropeans , a sugerir a criação de instrumentos similares para criar condições de páz estáveis em regiões vizinhas com relações históricas marcadas pela voilência (caso da Palestina-Isreal)
Seria uma boa notícia esta proposta acolher a concordância do Conselho de Educação que se reunirá em Bruxelas no próximo 21 de Novembro.
O serão prolongou-se madrugada dentro. Assistir debates entre os candidato democrata e republicano á Presidência dos EUA é quase um dever de cidadania global. Esta madrugada realizou-se o primeiro. Decorreu na Universidade do Mississipi ( presumo que no Gertrude Ford Performing Arts Center) , com uma sala apinhada de uma assistência disciplinada, e uma agenda previamente acordada foi a « Política externa e Segurança Nacional». O debate foi moderado pelo super-sénior Jornalista James (Jim) Charles Lehrer (73 anos) da PBS (The NewsHour ), que este mal e não foi capaz de promover o debate entre os dois candidatos que, tirando uma picardia ou outra, se limitaram a prestar declarações face ao tópico em presença.
A agenda incluíu uma bateria de tópicos susceptíveis de uma boa discussão. Em primeiro lugar, as questões internas e sua interacção com a condição de potência mundial: o poder militar vs o poder económico dos EUA; a actual e gravíssima crise financeira e o plano de recuperação, onde foi notório o apoio moderado de Obama, que não se dispôs a mudar o essenccial do seu programa eleitoral. Depois as grandes questões internacionais: as lições do Vietname e do Iraque; as soluções para o Iraque e Afganistão; a “ameaça” Irão; a “questão russa” (concorrente, inimigo, parceiro?); os problemas emergentes em Àfrica e América Latina (que passaram ao lado de McCain), onde a China e a Rússia vão crescendo em influência face a um ostensivo demissionismo tanto dos EUA (notou Obama) como da Europa ( acrescento eu); finalmente a escala real da “ameaça terrorista” nos EUA.
Apesar deste menu o debate foi “morno” e pro vezes mesmo chato. Não houve nada de realmente novo. Cada um dos candidatos limitou-se a reproduzir as posições (algumas já expressas há meses, o que não deixa de ser preocupante perante a mudança do cenário interno e externo) sobre cada um dos assuntos, revelando a existência de pouco consenso e de divergências expressivas, em matéria de política interna e externa. Presentes dois elementos tradicionais: no candidato republicano, por um lado a clássica retórica pró-falcão, por outro, a disparatada insistência na falta de experiência e de conhecimento internacional por parte do candidato democrata (não me parece que o eleitorado ainda caia no velho truque do “velhinho” de 72 anos, com 30 anos de experiência, maduro e sabichão, muito viajado mas que deixa sinais de trazer para o Sec XXI um pensamento e retórica seródios). O candidato do Partido Democrata, com 47 anos, mostrou serenidade e educação, ao contrário do que se presumia, duas ou três coisas interessantes: um bom conhecimentos das mudanças nas inter-acções no plano mundial; o domínio de mecanismos alternativos ao confronto, para a paz mundial; a não divisão do mundo entre bons e maus; o reconhecimento da necessidade dos EUA mudarem de atitude na forma como imaginam e desenham a sua intervenção no plano internacional. Um dos mais “baixos” momentos do debate foi a “treta” das pulseiras das mães de soldados abatidos no Iraque … onde os EUA já gastaram 600.000 milhões de dólares e tiveram de retorno 300.000 feridos e bons negócios privados e um forte déficit orçamental.
Seja como fôr, as divergências ficaram bem claras e nenhum dos candidatos cometeu gafes. As sondagens na Europa dão uma vitória expressiva a Obama ( o que não é uma surpresa….os europeus estão com Obama e este candidato pode efectivamente favorecer a criação de condições na Europa para avanços na União Europeia, uma dinâmica que os republicanos discretamente tem torpedeado). Nos EUA , o dado mais interessante é que para a maioria dos indecisos o candidato democrata ganhou o debate . E isso é uma boa notícia.
A frase fatal da noite foi de Obama: “We also have to recognize that this is a final verdict on eight years of failed economic policies promoted by George Bush, supported by Senator McCain — the theory that basically says that we can shred regulations and consumer protections and give more and more to the most and somehow prosperity will trickle down. […] It hasn’t worked, and I think that the fundamentals of the economy have to be measured by whether or not the middle class is getting a fair shake.”
As anedotas mais notórias foram de McCaim, como a graçola sobre oas letras do KGB que via nos olhos de Putin e, apesar da sua tão apregorada experiência e conhecimento, a atrapalhação ao pronunciar o nome do presidente do Irão, e a gafe ao pronunciar o nome do Qadari o actual presidente do Paquistão, que chamou de Qadari e não de (Asif Ali) Zardari. E ficou no ar a fobia anti-Zapatero, líder de um dos paises aliados NATO.
HAF
quinta-feira, setembro 25
10187º Dia
I
8.00-09.00: MEHE (burocracia)
09.00-16.30: AGCEvr: pobres, passaportes e retornados…
16.45-18.00: os remates finais de um “paper” já muito rodado sobre a produtividade da agricultura alentejana, e preparativo do edital para um bolseiro para projecto FCT.
19.00: Consulta sobre processo de GSM no Arquivo da Pide
21.00: R. Pena Pires eta al: Os Retornados. Um estudo sociográfico. Lisboa, IED, 1984 (um livro já raro)
II Os Centros de Investigação… condenados a uma “grande sesta”
15 meses depois e não há ainda resultados sobre a avaliação internacional dos Centros de Investigação do país. E a grande nave de cozinha da FCT lá vai….
III- O País da Batota volta ao de cima ….mais uma vez.
O Público regressa com a questão dos cerca de 200 estudantes de instituições escolares estrangeiras que foram ilegalmente beneficiados nas classificações finais para efeitos de candidatura ao Ensino Superior. Nem o Ministério da Educação nem o Ministério da Ciência , Tecnologia e Ensino Superior, conhecedores antecipados da inacreditável irregularidade, deram ainda a cara. À portuguesa , claro.
IV: A agonia do Bushismo , os ultraliberais e o “desespero” da grande mudança
Da agonia do Bushismo fica um pesado lastro na economia mundial. E os neo-conservadores ou ultraliberais andam abananados. Não exagero se disser que um dos “missionários” nacionais assina regularmente o “Editorial” do Público , jornal de que é director. Foi o que fez hoje . E para argumentar que no fundo, no fundo, a responsabilidade da actual crise radica na política Rooseveltiana , em particular a desenhada no chamado First New Deal (1933–34), momento em que o Presidente Americano do PD lançou as bases de um novo pacto social fundado numa ampla coalisão de interesses na sociedade americana. JMF não hesita em recuperar um termo a que alguns americanos quando o modelo socio-político não imita a supostamente consensual “civilização americana” e não é uma ditadura de direita: o socialismo. Também a ALL ( American Liberty League, 1934), ligada aos meios conservadores democratas, viu Marx e Lenine por detrás do New Deal . E ainda ontem ouvi um senador republcicano declarar que , o “socialismo económico” é sinónimo de “anti-americanismo”. Lá vem outra vaga dos velhos “novos pregadores” enquanto se manifesta uma “nova espécie de conservador “ , o ultraliberal (moral tradicional, pouco Estado, impostos baixos, poucos muito ricos) em Cristo [“healing the sick, feeding the hungry, appreciating the "lilies" (God's creation), and freeing the oppressed”, cf. Joel C. Hunter: A New Kind of Conservative, 2008). Mas o mundo prepara-se para uma nova “grande mudança”.
HAF
8.00-09.00: MEHE (burocracia)
09.00-16.30: AGCEvr: pobres, passaportes e retornados…
16.45-18.00: os remates finais de um “paper” já muito rodado sobre a produtividade da agricultura alentejana, e preparativo do edital para um bolseiro para projecto FCT.
19.00: Consulta sobre processo de GSM no Arquivo da Pide
21.00: R. Pena Pires eta al: Os Retornados. Um estudo sociográfico. Lisboa, IED, 1984 (um livro já raro)
II Os Centros de Investigação… condenados a uma “grande sesta”
15 meses depois e não há ainda resultados sobre a avaliação internacional dos Centros de Investigação do país. E a grande nave de cozinha da FCT lá vai….
III- O País da Batota volta ao de cima ….mais uma vez.
O Público regressa com a questão dos cerca de 200 estudantes de instituições escolares estrangeiras que foram ilegalmente beneficiados nas classificações finais para efeitos de candidatura ao Ensino Superior. Nem o Ministério da Educação nem o Ministério da Ciência , Tecnologia e Ensino Superior, conhecedores antecipados da inacreditável irregularidade, deram ainda a cara. À portuguesa , claro.
IV: A agonia do Bushismo , os ultraliberais e o “desespero” da grande mudança
Da agonia do Bushismo fica um pesado lastro na economia mundial. E os neo-conservadores ou ultraliberais andam abananados. Não exagero se disser que um dos “missionários” nacionais assina regularmente o “Editorial” do Público , jornal de que é director. Foi o que fez hoje . E para argumentar que no fundo, no fundo, a responsabilidade da actual crise radica na política Rooseveltiana , em particular a desenhada no chamado First New Deal (1933–34), momento em que o Presidente Americano do PD lançou as bases de um novo pacto social fundado numa ampla coalisão de interesses na sociedade americana. JMF não hesita em recuperar um termo a que alguns americanos quando o modelo socio-político não imita a supostamente consensual “civilização americana” e não é uma ditadura de direita: o socialismo. Também a ALL ( American Liberty League, 1934), ligada aos meios conservadores democratas, viu Marx e Lenine por detrás do New Deal . E ainda ontem ouvi um senador republcicano declarar que , o “socialismo económico” é sinónimo de “anti-americanismo”. Lá vem outra vaga dos velhos “novos pregadores” enquanto se manifesta uma “nova espécie de conservador “ , o ultraliberal (moral tradicional, pouco Estado, impostos baixos, poucos muito ricos) em Cristo [“healing the sick, feeding the hungry, appreciating the "lilies" (God's creation), and freeing the oppressed”, cf. Joel C. Hunter: A New Kind of Conservative, 2008). Mas o mundo prepara-se para uma nova “grande mudança”.
HAF
10186º Dia
I
08.00-10.00: publicação das pautas de avaliação da “época especial” e correspondância com MC (Moçambique). Conversa com JA sobre HC e formas de combater (más) práticas institucionais
10-00-19.30: Com grupo de trabalho do NICPRI.UE tratou-se do desenho do programa de doutoramento em ESTUDOS INTERNACIONAIS E EUROPEUS (H,S,M,M,P)
II
Fixado para 14 de novembro de 2008 o acto de atribuição pela UE do Doutoramento Honoris Causa à Drª Graça Machel, um dia antes de eu viajar para Luanda, para o exercício de funções académicas num país de onde parti em definitivo (ou temporariamente?) há 33 anos, exactamente a 11 de Novembro de 1975.
HAF
08.00-10.00: publicação das pautas de avaliação da “época especial” e correspondância com MC (Moçambique). Conversa com JA sobre HC e formas de combater (más) práticas institucionais
10-00-19.30: Com grupo de trabalho do NICPRI.UE tratou-se do desenho do programa de doutoramento em ESTUDOS INTERNACIONAIS E EUROPEUS (H,S,M,M,P)
II
Fixado para 14 de novembro de 2008 o acto de atribuição pela UE do Doutoramento Honoris Causa à Drª Graça Machel, um dia antes de eu viajar para Luanda, para o exercício de funções académicas num país de onde parti em definitivo (ou temporariamente?) há 33 anos, exactamente a 11 de Novembro de 1975.
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terça-feira, setembro 23
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