I
9.00-12.30: preparação dos planos de serviço docente do Grupo de História Contemporânea e do 2º Ciclo-Mestrado Estudos Históricos Europeus (2008-09) agora na versão “projecto” .
II
Uma semana ausente e na UÉ nada de novo. Na versão “peculiar” de algumas instituições o ensino superior tornou-se um processo dominantemente burocrático: papeis, papelitos e papelões; Tachos, tachinhos e tachões; cálculos , calculinhos e calculões. Critérios? Rigor? Muitas regras, exigência, qualidade, para toda a gente menos para a “crescente” côrte, com sinais de nepotismo e clientelismo descarados. Deve ser a versão latina, local, da prometida visão de “universidade europeia”.
III: a Universidade de Évora e as “novas” Unidades Orgânicas
Disseram-me que na última reunião da Assembleia Estatutária o Magnífico Reitor teria apresentado uma nova proposta de organização das Escolas. Tratar-se-á da proposta disponível recentemente na UE.LINE mas datada de 11 de fevereiro [4 escolas universitárias + 1 politécnica (Saúde) + Instituto de Investigação e Pós-graduação/IIPG] ? Ela (sendo embora mais aberta) aproxima-se da versão menos concentracionária da proposta (que teve uma divulgação restrita por volta de 20 de Fevereiro) de um outro grupo representado na dita assembleia (3 ou 2 “grandes escolas” universitárias + 1 escola politécnica de saúde + 1 Instituto de Estudos Avançados/IEA) . Uma e outra não justiticam as agregações/associações propostas, mas podemos subentendê-las (ou melhor podemos inventariar vários argumentos para as justificar). Contudo nas duas propostas há uma limitada amplitude na “visão”e “missão” da Universidade de Évora. É notória a excessiva subordinação a um quadro regional tradicional (inspirado numa velha e superada “dualidade” nacional ) quando tal quadro deveria ser “transnacional “, com uma dimensão europeia (unidades regionais similares) e outra focalizada no grande lago do “Atlântico “ , vendo a emergente “comunidade lusófona” como um espaço de crescimento sustentável de longo prazo apoiado na cooperação cientifica, no domínio da investigação e formação, na transferência de conhecimento , na partilha de recursos, etc. ( poderiamos aprender algo com a “velha” experiência da HE netwook que a Commonwealth proporcionou em benefício de todos, adaptando-a ao um tempo que presumimos globalizado) . Na verdade , o pior daquelas soluções está na “visão politécnica de Universidade” que as domina e na sequente estreiteza estratégica que as conduz. Estas dificuldades explicam provavelmente o silêncio no que se refere à “marca” que cada uma das escolas deve ter, limitando-se os proponentes a distribuir as grandes e pequenas áreas departamentais existentes. Não consigo perceber porque lhe chamam “Escolas” e não “Faculdades”, porque nada do que está dito evita uma “integração” por segmentos. Uma “escola” deve ter um projecto global a conduzi-lo que deve colocar-se num patamar bastante acima do somatório dos “projectos” dos segmentos que a compõem. Se assim não for teremos simplesmente Faculdades…A mudança , a modernidade , não está de todo nas designações… E como se articularão as missões das escolas com a do dito IIPG ou IEA? Onde entram os Centros de Investigação? Formas e fórmulas há muitas. A dificuldade está em escolher a adequada e na definição dos elementos que devem presidir a essa escolha. O principal critério deve ser a capacidade instalada e o potencial de crescimento que ela apresenta. E para isso é necessário trabalhar com indicadores transparentes e objectivos. Procedimentos muito cautelosos estão a ser adoptados por outras Univeersidades. As mais importantes estão a trabalhar um plano etapista das reformas: o avanço através de uma escala de etapas com objectivos bem definidos que são superados com solidez, é uma perspectiva sensata, contêm um potencial de sucesso maior, e recomenda-se neste tipo de instituições.
HAF