Editorial

Um amigo muito estimado tem uma “FlorBela” , a poetisa, sentada à janela do mundo. A peça é de Pedro Fazenda e hoje permite à poetisa, a partir da Quinta de Santa Rita, um olhar eterno sobre o lado este da cidade de Évora. Todavia ela nem sempre esteve ali. Conheci-a na cidade, no Pátio de S. Miguel , quase debruçada sobre o velho Colégio Espírito Santo (actual “centro” da Universidade de Évora) e com um horizonte que dos “coutos “ orientais da cidade se prolongava, nos dias verdadeiramente transparentes , até Évora-Monte . Mas as coisas da vida são como se fazem. Depois de um par de anos vendo o mundo a partir da cidade , e de mais alguns por outras andanças e paragens, Florbela sentou-se definitivamente para observar a cidade. E lá a encontrará nos anos vindouros quem a souber procurar. À janela, de onde a poetisa gostava de apreciar se não o Mundo, pelo menos o Mar (“Da Minha Janela”, 1923).

À janela do mundo me coloco também para observar e comentar as múltiplas cidades que me interessam, os seus actores e instituições. Sem uma agenda definida. Pelo simples prazer de dar palavras a ideias quando tal me apetecer. Um exercício de liberdade e cidadania.

DiáriodeumaCatedraaJanela é um blog de autor, um espaço de opinião aberto a todas as dimensões que se inscrevem na minha identidade . A de um autor com experiência e memória de mais de meio século partilhadas entre África e Europa, Casado (há quase 30 anos), Pai (de três filhos), Livre Pensador, Cidadão (Português e Europeu) , Professor (Catedrático) e Historiador . O Diário passará por tudo isto, mas com o carácter de “conta-corrente”, só mesmo a vida académica, que no momento em que este editorial foi escrito de(le)itava-se em mais uma falsas férias.

Não me coloco ao abrigo de uma atalaia. Pretendo também ser observado, expondo o meu dia a dia profissional. É uma forma de ajudar a superar a miserável (manipulação da ) ignorância do “povo” e proporcionar a possibilidade de contrapôr experiências à retórica e oportunismo mediáticos de muitos observadores e políticos pouco criteriosos. Os cidadãos podem conhecer de perto o que nós (professores universitários com carreira universitária) fazemos pelo país, o modo como o fazemos e o que pensamos sobre o modo como podemos fazer ainda mais e melhor.

A começar a 1 de Setembro. Não por ser o dia dedicado pela Igreja Católica à bela “Santa Beatriz da Silva Menezes, Virgem “ (1490-c 1550). Não por constituir efeméride da invasão da Polónia pela Alemanha (1939), da Conferência de Belgrado (1961) ou da tomada do poder por Muammar al-Qaddafi (1969). Não também pelo comemorativo propósito dos dias do Caixeiro Viajante ou do Professor de Educação Física. Nem sequer por marcar o nascimento de António Lobo Antunes (1942), o autor das extraordinárias “D´este viver aqui neste papel descripto. Cartas da Guerra” (1971-1972) , cuja edição as filhas organizaram (2005) , ou de Allen Weinstein (1937), prestigiado historiador americano e actual “Archivist of the United States “. Nada disso. Também não é por corresponder ao 9802º dia da minha actividade como professor universitário, cujo início data de 30 de Outubro de 1980, quatro meses após a conclusão da licenciatura e uma disputa em concurso público limpinho. Apenas porque me fica mais em conta.

Vamos lá tentar fazer disto um mundo aberto.

Burgau, 15 de Agosto de 2007
Helder Adegar Fonseca (HAF)

segunda-feira, dezembro 31

11945º Dia

31 de Dezembro 2012
Dia Branco... para acabar um ano de monumentais tontarias.
HAF

11944º Dia

30 de Dezembro 2012
Dia Branco
HAF

11943º Dia

29 de Dezembro 2012
Avaliações: leitura de trabalhos
HAF

sábado, dezembro 29

11936º a 11942º Dia

22 a 28 de Dezembro 2012
I
Os  festejos da época, entre Évora e Burgau,  interromperam «longos dias» dedicados à A3ES  e aos relatórios de auto-avaliação do Mestrado em Estudos Históricos Europeus  e do  Doutoramento em História Contemporânea (Comparativa e Transnacional).
II
Artur Batista da Silva: um caso ordinário (o Português batoteiro)
O final do ano trouxe-nos, não uma surpresa, apenas uma revelação: um exemplar refinado do português batoteiro. Não vou publicitar aqui  o CV do «artista». Com um  sucesso  que não parece ter sido  fulgurante (muitos anos, muitas boas relações, e, quase incontornável, laços ao E.S. particular)  , e não sei ainda se será efémero (vejam o caso do Sr. Relvas) ,  a espécime adequa-se a um ambiente onde o «mainstream» se tornou um caldo de intelectuais ,  políticos, manageiros  e jornalistas incultos, preguiçosos e avessos ao estudo,  e um areal de chico-espertos.   Quem é o artista que se segue ?
HAF

11923 a 11935º Dias

09 a 21 de Dezembro, 2012
I
Aulas, avaliações, teses (júris e leituras) , burocracia (CC, NICPRI.UE, A3ES )
Dias 13 e  19: Arquivo do IARN
Dia 18: Alunos de Teoria da História organizam «colóquio interno» para apresentação dos trabalhos de grupo
Dia 21: no NICPRI.UE, AP P deambulou pel` «A floresta e o planetário – ensaio de releitura de “O Aprendiz do Feiticeiro” de Carlos de Oliveira». 
Dia 21: o já clássico «Jantar dos Homens Bons » do DH, um inofensivo marialvismo académico
II
Rita Garcia: Os Que Vieram de África. O Drama da Nova Vida das Famílias Chegadas do Ultramar, Oficina do Livro, 2012
Miguel Bandeira Jerónimo (org):O Império Colonial em Questão (Séculos XIX e XX) . Poderes, Saberes e Instituições, Ed. 70, 2012
III
A propósito das questões coloniais, lembrar o  Massacre de Wiriyamu em Moçambique, há quatro décadas atrás  (16 Dez 1972)
IV
A figura do ano: O Sr. RELVAS
HAF

sábado, dezembro 8

11719º a 11922º Dia

05 a 8 de Dezembro de 2012
I
Auto-avaliação MEHE e DHC
Reunião da Mesa do CC
3 Júris de Doutoramento
Sessão do CC do NICPRI
Tutoria de tese
Aulas TH ( 2 sessões)
II
Eleições na ECS : da Assembleia de Representantes e do Director da Escola. Até há um  “Manifesto” cuja inutilidade é útil.
 Eleito o Conselho Geral , decorre até ao dia 12 a campanha das listas candidatas para a eleição dos «Representantes no Senado, Conselho Científico, Assembleias de Representantes, Conselhos Científico e Técnico-científico das Escolas».   
Na Escola de Ciências Sociais, agarrada à campanha das duas listas candidatas à Assembleia de Representantes (AR, um órgão cuja actividade referente ao primeiro mandato se desconhece completamente)  corre a campanha de dois  candidatos  que explicitamente de declararam (há alguns dias atrás) empenhados no exercício do  cargo de Director da Escola, tendo cada um deles, também de forma explicita, uma lista de apoio concorrente à AR.
Durante a semana recebemos mensagens de «propaganda» assinadas por membros de ambas as listas candidatas à AR e por um dos candidatos a director (no caso, a candidata) . O outro candidato a director limitou-se a distribuir  textos de “posição”  e “apelo  assinados por membros da lista «apoderada».   

São textos muito desiguais e não vou aqui esmiuçá-los a todos. Mas neles não é uniforme uma  “visão “ para a Escola,  um esboço de plano de acção, uma única referencia a metas, ou a simples explicitação (mesmo que difusa) dos meios  e capacidades que serão mobilizadas.   Nada que fuja à tradição «eborense» .
Todavia,  um dos candidatos à AR (PS) veiculou através de mensagem distribuida pelo  candidato a director de que é promotor,  um  «Texto da lista K - Para uma ECS com identidade, protagonismo e futuro” - O que nos distingue?», texto que o referido candidato não acima mas obviamente, aceitando-o, tacitamente com ele concorda.  É este texto que merece aqui alguns comentários.
O texto é respeitável, no sentido democrático.  A um leitor distraído pode parecer um texto inútil, porque vazio de substância e pleno de lugares comuns , porque todos deles comungam  (com maior ou menor intensidade). Mas na verdade o texto, é apenas uma exortação, com argumentos imperfeitos e convenientemente entaramelados, ao retrogresso à via do ilusório «basismo» que, até 2008 , alimentou de amanhãs radiantes  esta instituição.
Não há Universidade sem o «seniorato» fundado na legitimidade e experiência cientifica. Ora a Universidade de Évora nunca foi capaz de o constituir por basismo e falta de vontade politica. Os actuais “catedráticos” são poucos e, eventualmente, fracos , sugere o autor do manifesto. É a herança que temos , de 30 anos de clientelas reprodutivas. E se o acesso aos “seniorato” se não alargar expressivamente ou for dominantemente  endogâmico assim continuará a ser por largos anos. É aliás extraordinário que se atribuam responsabilidades de destino aos professores «catedráticos» numa instituição onde os  professores séniores no seu conjunto (catedráticos e os associados) são uma escassíssima minoria e não tem, mesmo com os  actuais estatutos ainda em vigor (desde 2009) , nenhum poder especial. Em regra, eles não dirigem (alguns porque também não querem) nem centros de investigação, nem departamentos, nem cursos e não tem especiais responsabilidades em nenhum órgão de decisão da Universidade (que não seja o Reitor, o que mesmo assim  teria permitido  ir bem mais longe) .
Esperava-se que a velha «Santa Aliança» agora reconstituída e recauchutada, herdeira directa das orientações que fizeram o que somos e nos colocaram onde estamos (numa posição relativa cada vez mais fraca) , e supostamente tão experiente em matéria de gestão, tivesse um vislumbre de algo institucional, estratégico ou operacionalmente novo  ou mesmo refundador. Esperava-se que tivesse também alguma  capacidade de auto-crítica. Nada.
Mas o texto não é inútil por três razões. A Primeira, porque nos informa que a referida lista tem “cinco  projectos”  para a ECS  [ e eu a pensar que merecíamos um bom projecto, mas não há fome que não dê em fartura: depois dos primeiros quatro anos com uma direcção a navegar à vista, agora corremos o risco de ter nos próximos quatro anos, cinco projectos (a «grandeza portuguesa»)]. A segunda, porque nos permite ficar a saber ( o que dá descanso)  que, na ECS, os referidos candidatos são os legítimos guardiões dos novos estatutos da Universidade de Évora que,  aprovados de fresco (na véspera da eleição do novo Conselho geral) , ainda hoje (8 de dezembro) a academia desconhece (um sinal claro da qualidade na «comunicação e informação» da academia) .
 
Mas o que mais «distingue» o signatário do texto é a «forma» como vê o presente e o relaciona com o passado e o futuro da nossa universidade. Trata-se indiscutivelmente da «narrativa do mainstream». Ela é notoriamente fundada  na crença da  evolução “interna” da “espécie”: sumariamente, à «república socialista   dos Assistentes”, sucedeu a “república socialista dos Professores Auxiliares “ para que haja um amanhã imediato “republicano socialista de agregados e associados” , seguido do  “fim da história”, com esse extraordinário mundo que certamente será a “república socialista dos catedráticos”.

A via “do colectivo” é um “futuro desejável” , pode até ser um “futuro possível” , mas não é um «futuro plausível» , de qualidade. Todos intuímos o desaguo desta república «basista». Ela não foi, não é, nem será capaz de inverter nem as más práticas nem os maus resultados: alimenta-se deles, e por isso, tenderá a acentuá-los. Poder-se-á dizer que as coisas não tem que ser assim, mas o mais plausível (pela mecânica geral da «coisa») é que assim continue a ser, como tem sido até aqui.  Não acredito que o candidato a director que o referido texto apoia, acredite nesse futuro. Não sei por isso como o ajudará a concretizar.
 
Mas também podemos já dizer-lhe  «não», e mudar o rumo, arriscar um futuro  muito diferente do presente, porque é necessário que o seja para sobrevivermos, amanhã,  como Escola e como Universidade.  É muito  importante termos  neste momento por onde escolher. Com o nosso voto, no próximo dia 12. É ele que nos responsabiliza comunitariamente , embora não nos isente das responsabilidades individuais.
 
Seria aliás desejável e mesmo fundamental que, até lá, os candidatos a “directores” da Escola, nos dissessem como imaginam a nossa Escola daqui a quatro e dez anos, em particular a “posição de relevância” que ocupará no contexto universitário nacional e internacional.
Uma nota final: acabo de escrever a declaração da indisponibilidade para ser eleito para o Conselho Científico da Escola de Ciências Sociais. As razões são académicas, mas a «sabática» por um ano, não é a razão principal.
HAF

11718º Dia

04 de Dezembro de 2012
Despacho CC ECS
15,30-17.00: Sessão TH
20,00-22,00: Sessão TH
HAF

11717º Dia

03 de Dezembro de 2012
09.00-13,00: Mestrados: auto-avaliação A3ES; leitura de tese
15,00-17,00: Discussão de tese RNG : «As superpotências em África na era da descolonização: Angola 1950-1975» (MRIEE/Angola).
HAF

domingo, dezembro 2

11716º Dia

02 de Dezembro de 2012
Correspondência académica. Preparação de aulas, conferência e discussão de tese de mestrado. Sinopse FCT-NICPRI.UÉ
HAF

sábado, dezembro 1

11715º Dia

01 de Dezembro de 2012
I As eleições da Universidade de Évora: Conselho Geral. Depois de um deliberado silêncio...
A semana que agora acaba foi relevante para a Universidade de Évora, mesmo que não o tenha sido no sentido desejável.
O foco esteve no Conselho Geral (CG), por duas razões. Por um lado, o CG em exercício, depois de uma quase invisibilidade de quatro anos, votou e terá aprovado um novo Estatuto para a Universidade de Évora. Desconhece-se a versão final que foi aprovada a não ser o que corre nos users, que, no plano da acção institucional dos docentes, indiciam a orientação basista da reforma, que contraria a orientação geral do novo ECDU. Mas aguardemos pela versão fixada no passado dia 29 .
Por outro lado, nesta mesma semana e no dia seguinte àquela deliberação, foi eleita a componente académica do Conselho Geral para os próximos quatro anos. Uma análise preliminar releva uma ampla participação dos docentes: os «candidatos» ao Conselho Geral organizaram-se em sete listas, mobilizando 141 candidatos [correspondendo a 27% dos eleitores]; os eleitores votaram de forma expressiva (80% do corpo eleitoral); o resultado (todas as listas meteram conselheiros; cinco listas, viram eleitos um par deles; e uma lista elegeu 3 ). Em contrapartida, a completa ausência da participação estudantil (2 listas candidatas a 3 mandatos; votaram apenas 5% dos mais de 8.000 eleitores) Não me foi possível o tratamento preliminar dos dados referentes ao corpo de funcionários, no seio do qual de organizaram 4 listas. Mas os dados conhecidos assinalam duas características importantes: um corpo docente empenhado mas fragmentado em múltiplos interesses , sem lideranças agregadoras (muitas listas de segmentos deste corpo: categoria docente; «escola») ; o absentismo estudantil.
II Portugal [não] voltará a ser um país formalmente independente [soberano] ?
O Ministro prometeu crescimento para 2014... Acho que nem um pescador tem tanta imaginação.
III PCP – 91 Anos – XIX Congresso
IV
Amável Granger: Facetas d' Angola , Lisboa, Bertrand, 1926.
HAF

sexta-feira, novembro 30

11710º a 11714º Dia

26 a 30 de Novembro de 2012
Sessões Teoria da História (UÉ)
Sessão (FLL): As elites Alentejanas (programa de doutoramento)
Reunião IICT : plano de cooperação em actividades de formação posgraduada
Arquivo HU- Fundo IARN
ANTT- PIDE/DGS
Leitura de Teses
HAF

11706º a 11709º Dia

22 a 25 de Novembro de 2012
Colóquios de Outono:
HAF

11705º Dia

21 de Novembro de 2012 NICPRI.UE: organização de conferencias (Retorno Colonial; e redes da Africa Austral; Sessão no Botswana) HAF

11704º Dia

20 de Novembro de 2012 Preparação de Conferência Sessão TH -1 Sessão TH- 2 Relatórios de auto-avaliação Despacho do CC ECS HAF

11703º Dia

19 de Novembro de 2012 Preparação de Conferência Aula TH Auto-avaliação MEHE

domingo, novembro 18

11702º Dia

18 de Novembro de 2012 Revisão do MEHE E recuperar estragos ambientais. HAF

11701º Dia

17 de Novembro de 2012 Revisão do MEHE Leitura de teses HAF

11700º Dia

16 de Novembro de 2012 I NICPRI.UE: que futuro? Conversas soltas Sessão Doutoramento de HC II Financiar as Universidades à custa dos outros No dia em que se anunciava uma nova tomada de posição pública das Universidades sobre os cortes públicos de financiamento para o próximo ano, o Governo dá sinal que a extensão do “corte” será menor, reduzindo-o para metade do inicialmente previsto. Percebeu-se que tal benevolência se deve não a um reforço do orçamento do Prof. Nuno Crato mas apenas a uma redistribuição de verbas já atribuídas ao seu Ministério. Ora isto significa que serão tiradas a outros segmentos do ensino (Básico e Secundário), o que é de facto extraordinário. A médio prazo o país pagará caro tontices como este ostensivo desinvestimento em todos os sectores da educação pré-universitária. HAF

11699º Dia

15 de Novembro de 2012 Mais um pontual regresso à História da Agricultura Alentejana..... Tutorias Conversas em torno do NICPRI.UE e o seu futuro.... parececer para contratação por tempo indeterminado Sessão Teoria de História Encontro da APHES.... a que não fui (mas temos lá uma sessão) HAF

terça-feira, novembro 13

11698º Dia

14 de Novembro de 2012 I NICPRI.UE Leitura de Teses II Greve Geral: um facto real e relevante. Basta uma visão mesmo que superficial pelos noticiários. Seria interessante perceber porque razão o dono da Sicasal - Soc. Industrial e Comercial de Avicultura e Salsicharia, Lda se prestou, neste dia, a fazer o frete que fez ao governo da república.. Depois da vasta destruição do incêndio de há um ano, e sem despedimentos e com os trabalhadores, recuperou-se e modernizou-se a empresa. É um mérito de liderança que distingue de facto o Sr. Álvaro dos Santos Silva. Não consigo perceber em que medida este exemplo é um bom exemplo para um governo cujo discurso, na prática, pouco mais além vai do que estimular os despedimentos.e fomentar activamemte o empobrecimento massivo dos portugueses como solução para enfrentar e superar o deficit e a crise. Enquanto o Primeiro Ministro agora «só quer aparecer» ( e os ministros também e empurram para estar na fotografia todos os dias) e aproveitou a oportunidade para dividir os portugueses entre os bons ( os que não fizeram greve) e os maus (os que fizeram a greve). O Presidente da República que andou mudo quando devia ter falado, veio hoje fazer algo similar. São marcas de éticas «democráticas» não recomendáveis. III Rescaldo da Visita da Engenheira MerKel, Chanceler germânica. «Ao assistir ontem à longa e fastidiosa conferência de imprensa de Angela Merkel, lembrei-me dessa historieta: ela veio cá, mas não trouxe nada, nem levou nada. Veio então para quê? Para manter a disciplina e obediência dos seus fiéis servidores; para garantir que não desfalecerão; para os manter na linha, de modo a que nada mude. Pelo menos até Setembro de 2013, data em que pretende ganhar de novo as eleições na Alemanha. Ora, em minha opinião, os portugueses não têm o dever de contribuir, com os seus sacrifícios, para a reeleição da sra. Merkel! » (Freitas do Amaral, 13-11-2012) HAF

11697º Dia

13 de Novembro de 2012 08,00-13,00: preparação de aulas e conferência 14,00-15,00: reunião do Conselho de Departamento 15,30-17,00: Aulas TH 20,00-21,30:Aulas TH HAF

11696º Dia

12 de Novembro de 2012 I 10,00- ...: a reunião a que não fui.... 15,30-17,00: Teoria da História 17,30-19,00: reunião de Júri II A Visita da Srº Merkel. Que «parceiro» e que solidariedade , para além da retórica. Afinal quem, na formatura, vai com o passo trocado? III. Visões Angolanas Esta capa diz muito mais. Mas o destaque desta edição do Jornal de Angola vai ser , certamente, o «Editorial (não assinado) Jogos perigosos Camões, faminto de tudo, até de pão, na hora da partida desta vida, descontente, ainda foi capaz de um último grito de amor. Morreu sem nada, mas com a sua ditosa e amada pátria no coração. Ele que sofreu as agruras do exílio e foi emigrante nas sete partidas, escorraçado pelos que se enfeitavam com a glória de mandar e a vã cobiça, morreu no seu país. O mais universal dos poetas de língua portuguesa deixou-nos uma obra que é o orgulho de todos os que falam a doce e bem-amada língua de Camões. Mas também deixou, seguramente por querer, a marca das elites nacionais que o desprezaram e atiraram para a mais humilhante pobreza. O seu poema épico acaba com a palavra Inveja. Desde então, mais do que uma palavra, esse é o estado de espírito das elites portuguesas que não são capazes de compreender a grandeza do seu povo e muito menos a dimensão da sua História. Nós em Angola aprendemos, desde sempre, o que quer dizer a palavra que fecha o poema épico, com chave de chumbo sobre a masmorra que guarda ciosamente a baixeza humana. A inveja moveu os primeiros portugueses que chegaram à foz do Rio Zaire e encontraram gente feliz, em comunhão com a natureza. Seres humanos que apenas se moviam para honrar a sua dimensão humana e nunca atrás de riquezas e honrarias. A inveja fez mover os invasores estrangeiros nesta imensa terra angolana. Inveja foi o combustível que alimentou os beneficiários da guerra colonial. Inveja foi o estado de alma de Mário Soares quando entrou na reunião do Conselho da Revolução, que discutia o reconhecimento do novo país chamado Angola, na madrugada de 10 para 11 de Novembro de 1975. Roído de inveja e de cabeça perdida porque a CIA não conseguiu fazer com êxito o seu trabalho sujo contra Angola, disse aos conselheiros, Capitães de Abril: não vale a pena reconhecerem o regime de Agostinho Neto porque Holden Roberto e as suas tropas já entraram em Luanda. Uma mentira ditada pela inveja e a vã cobiça. A inveja alimentou em Portugal o ódio contra Angola todos estes anos de Independência Nacional. E já lá vão 37! Os invejosos e ingratos para com quem os quer ajudar estão gastos de tanto odiar. Que o diga a chanceler Ângela Merkel, que ajudou a salvar Portugal da bancarrota, mas é todos os dias insultada. Recusam aceitar que foram derrotados depois de alimentarem décadas de rebelião em Angola, de braço dado com as forças do “apartheid” de uma África do Sul zelosa guardiã da humilhação de África. As elites políticas portuguesas odeiam Angola e são a inveja em figura de gente. Vivem rodeadas de matilhas que atacam cegamente os políticos angolanos democraticamente eleitos, com maiorias qualificadas. Esse banditismo político tem banca em jornais que são referência apenas por fazerem manchetes de notícias falsas ou simplesmente inventadas. E Mário Soares, Pinto Balsemão, Belmiro de Azevedo e outros amplificam o palavreado criminoso de um qualquer Rafael Marques, herdeiro do estilo de Savimbi. Os angolanos estão em festa pela Independência Nacional. Em Portugal, a nova Procuradora-Geral da República foi a Belém onde deve ter explicado a Cavaco Silva as informações que no mesmo dia saíram na SIC Notícias e no “Expresso”, jornal oficial do PSD, que fizeram manchetes insultuosas e difamatórias visando o Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, que acaba de ser eleito com mais de 72 por cento dos votos dos angolanos. Militares angolanos com o estatuto de Heróis Nacionais e ministros democraticamente eleitos foram igualmente vítimas da inveja e do ódio do banditismo político que impera em Portugal, neste 11 de Novembro, o Dia da Independência Nacional. A PGR portuguesa é amplamente citada como a fonte da notícia. A campanha contra Angola partiu do poder ao mais alto nível. Mas como a PGR até agora ficou calada, consente o crime. As relações entre Angola e Portugal são prejudicadas quando se age com tamanha deslealdade. A cooperação é torpedeada quando um ramo mafioso da Maçonaria em Portugal, que amamentou Savimbi e acalenta o lixo político que existe entre nós, hoje determina publicamente o sentido das nossas relações, destilando ódio e inveja contra os angolanos de bem. Da boca para fora, são sempre amigos de Angola e dos angolanos, da Alemanha e dos alemães. Enchem os bornais de dinheiro, à custa de Angola, comem à custa da Alemanha. Sobrevivem à miséria, usando como último refúgio a antiga “jóia da coroa”, feliz expressão do capitão de Abril Pezarat Correia. Mas na hora da verdade, conspiram e ofendem angolanos e alemães, usando a sua máquina mediática. “De sorte que Alexandre em nós se veja,/ sem à dita de Aquiles ter inveja.” Estes são os dois últimos versos de Camões no seu poema épico. Os restos do império, que estrebucham na miséria moral, na corrupção e no embuste, deviam render-se à evidência. Angola não é um joguete! Nós somos Aquiles! Tão grandes e vulneráveis como ele. Mas não tenham Inveja do nosso êxito, porque fazemos tudo para merecê-lo. » Este texto, de meias verdades, tem um mérito muito limitado porque o seu autor não teve a coragem de dar a cara. E devia expor-se. Leva-nos a imaginar que também ele tem telhados de vidro. HAF

11695º Dia

11 de Novembro de 2012 Regresso do Ribatejo. Angola, 37 anos de independência. HAF

11694º Dia

10 de Novembro de 2012 Dia Branco...por desconhecidas terras do Ribatejo II Nova «revolução» no Ensino em Portugal. Não há pachorra. Já está claro que o nosso actual Ministro da Educação, que tanto criticou os antecedentes pelas suas recorrentes tentações reformistas, não resistiu à tentação de imaginar uma nova «revolução»: agora, o que vai dar, é o modelo germânico. E lá vamos, cantando e rindo….. HAF

11693º Dia

09 de Novembro de 2012 O regresso…. 15.00-17.00: Despacho NICPRI.UE 17,00-20.00: Seminário TESE 1 ( Doutoramento HC) HAF

11692º Dia

08 de Novembro de 2012 I Tempos lentos…. Para quedas e leituras. Wallerstein and Braganca (Eds.) - The African Liberation Reader Volume 2 - The National Movements liberation (ed. 1982) II « Não há Alternativa à Europa» (Helmut Kohl) Subscrevi a « CARTA ABERTA A ANGELA MERKEL » [ [http://carachancelermerkel.blogspot.pt/2012/11/carta-aberta-angela-merkel.html?spref=bl] Angela Merkel será “recebida”, na próxima semana (tratar-se-á de uma visita relâmpago, quase invisível] por um país particularmente dividido entre os que a bajulam e os que a desprezam. Não estou entre nenhum deles. Subscrevi aquela carta, não por ver nela o diabo (chanceler) europeu que vem dar ordens a Portugal. Merkel é tão europeia como eu e como cidadã e política pode visitar , aconselhar e apoiar quem bem entender. Eu discordo é da influência «directora» e desagregadora que a chanceler está a ter sobre a União Europeia, impondo aos europeus de forma não democrática (ou seja sem o consentimento) um modelo de organização societal que não escolhemos. Assinei a carta como cidadão europeu. A “chanceler” da Alemanha, está a dar uma ajuda decisiva no desmantelamento da Europa Social, sacrificando-a à Europa do «Euro» e assim desmantelando a mais igualitária das sociedades até hoje experimentada na História da Humanidade, a «sociedade europeia». Discordo do seu falso europeísmo neo-liberal, baseado num estado director «económico» e não-democrático. E por isso, Até os meus amigos alemães não gostaram. E tenho a certeza que Helmut Kohl também não aprecia a via adoptada pela sua sucessora. Em fevereiro deste ano, o ex-chanceler alemão perante o agravamento da crise e dos sinais de fragmentação na Europa, , teve a necessidade de apelar à unidade europeia, pois a ela a alternativa é a guerra entre os europeus: “The visionaries of yesteryear were well aware of how difficult it would be and how long it would take to turn the European ideal into reality….The founding fathers were one in thinking that only a united Europe would offer the chance of sustaining peace and freedom. (…) The evil spirits of the past have in no way been banished-- they can always come back.» (Helmult Kohl, entrevista ao Bild Zeitung, 12 Fev. 2012) Todavia a acção Merkeliana não explica a situação portuguesa e sobretudo não serve para esconder as enormes e fundamentais responsabilidades das elites nacionais da era democrática, cujas orientações e práticas, de longo prazo, roçaram e roçam o puro bandoleirismo político e económico, face aos portugueses e aos seus concidadãos europeus. Tratemos pois de arrumar a casa. HAF

11691º Dia

07 de Novembro de 2012 I Tempos lentos…. II "In this election, you the American people reminded us that while our road has been hard, our journey has been long, we have picked ourselves up, we have fought our way back and we know in our hearts that for the United States of America the best is yet to come," [Barack Obama's Victory Speech - Election 2012] Em suma, tudo na mesma: na Presidência e no Congresso, com um «Senate» democrata e, uma «House of Representatives» com maioria republicana. Vejamos se no novo mandato a Hause é mais construtiva, ou se, como se teme, reforce a sua posição de bastião neo-conservador. HAF

11690º Dia

06 de Novembro de 2012 Entre «pills», teses, livros, mensagens, sonos…..à espera de Obama. Não sou americano, mas voto Obama. A propósito do caso “Sergio Denicoli” (tese de Doutoramento, Universidade do Minho) ou melhor, do caso da PT na TDT com a colaboração da ANACOM , assinei a petição «Liberdade de investigação académica» A Surpresa do mês: visita do Andre, por uma semana.!!! HAF

11689º Dia

05 de Novembro de 2012 I 09,00-10,00: Despacho CC ECS UE 10,00-11,30: Reunião com Comissão de avaliação da A3ES. 1ºs 2 2ºs ciclos de educação básica. 12,00-13,00: correspondência 16,35…. Um corredor giratório…… e um atestado médico. Indícios de que o meu futuro mudou II Martin THOMAS: European Decolonization, Ashgate, 2007 HAF

segunda-feira, novembro 5

11688º Dia

04 de Novembro de 2012 Correspondência Preparação de aulas Dossier A3E Parecer para nomeação por tempo indeterminado (ISA) HAF

11687º Dia

03 de Novembro de 2012 I Dia Branco. Burgau-Évora II "Refundação" do Estado O tema da semana foi um não tema? Que refundação? Em que sentido concreto. Apenas nas margens li uns fogachos do que o governo parece que quer: estender a «privatização» da gestão de alguns serviços do Estado, como as instituições educativas. Mas isso é refundar? Não foi isso o que se fez no sector da saude com as PPP? E o resultado pelos visto tem sido extraordinário. Há quem veja mais longe e presuma que se pretenda fazer o retrogresso do actual «Estado Social» para um passadista «Estado Assistencial». Perigosas tontices neo-liberais..... HAF

11686º Dia

02 de Novembro de 2012 10.00: Faro. Apresentação, pelo Presidente da FCT, das novas linhas de orientação da FCT. A reunião inter-dirigentes da U.Évora e U. Algarve e o Presidente da FCT que, nos termos da convocatória da UÉ, supostamente para explorar possibilidades de cooperação científica entre as duas universidades acabou por tornar-se numa mega-conferência integrada na nova estratégia de comunicação da FCT. Não deixou de ser útil, mas inexplicável mobilizar tal comitiva para ir ouvir o presidente da FCT ao Algarve, entre um feriado e um fim de semana. Sou “cliente”/”utente”/ stakeholder da FCT há 18 anos, durante os que já me proporcionou financiamento para quase meia dúzia de projectos. Só agora me cruzei numa sessão com o seu presidente em exercício. Na conferência, com informação muito interessante, sobre a muito desigual capacidade de envolvimento das universidades de Évora e Algarve com a FCT, o presidente acentuou que o novo plano respondia, entre outros propósitos, às críticas da comunidade académica ao irregular desempenho dos mecanismos de avaliação das candidaturas às bolsas de doutoramento e ao financiamento dos projectos e centros de investigação. Informou dos novos modelos de financiamento, destacando o regresso ao financiamento directo a programas de doutoramento. Suscitou da plateia palavras de simpatia em relação ao novo caminho. Mas eu sou um céptico. E suspeito que é mais um «desta vez é que é» que acaba sempre por não ser. Decidi não intervir. Ouvi o essencial. E fui até ao arquivo histórico de Portimão. Fim do dia , em Burgau. Mar levantado, a praia cheia de focas ( surfistas) HAF

quinta-feira, novembro 1

11685º Dia

01 de Novembro de 2012 I Dia da Universidade de Évora. Não pude estar nas cerimónias. Ausência inadiável. II Seminário: Os «Estudos Históricos» e a História Narrativa II Memórias da Guerra Colonial: Nambuangongo, há sessenta anos «Nambuangongo. 1.11. 62. Bárbara minha: Neste dia dos mortos não cheira a crisântemos em Nambuangongo. Também não há aquele cinzento que rima com Novembro e chuva miudinha. O cinzento aqui é só por dentro. [...]» [Manuel Alegre: Jornada de África, 2003 (ed. orig. 1989), p. 123]

quarta-feira, outubro 31

11680º a 11684º Dia

27 a 30 de Outubro de 2012 I 17 de 32 trabalhos escolares (MRIEE.UMA) 3 de 5 teses Relatórios ESTER (European graduate School for Training in Economic and Social-historical Research) Parecer sobre o Plano de estudos Mestrado em Ensino de História África (ISCED, Huíla) II Um choramingas no semáforo Foi ontem. Naquela sequência de semáforos ali adiante. Foi a primeira vez que o vi. Num deles, um homem, curvado que lambia o chão, sem rosto que se visse e muito menos sem nome, pedia, pedia qualquer coisa. Os condutores paravam os carros, os que tinham de parar, e logo seguiam apressados, incomodados, sem abrir os vidros que o temporizador permitia . E a mão ficava suspensa no nada, sem nada. Todos podem ter pensado muita coisa, mas não o que plausivelmente pensa o primeiro ministro do país: lá está mais um choramingas….a querer aparecer! É por isso, por esta vergonha que se me agarra à pele, que me repugna a nova retórica da «refundação» das funções do Estado. E quando penso nos seus promotores vejo o país a pulular de empresas do tipo daquela que deu formação de técnicos de navegação aérea a funcionários municipais. E não quero mesmo ir por aí. HAF

11679º Dia

26 de Outubro de 2012 09,00-12,00: Preparação de seminário de doutoramento 15,00-17,00: tutorias 17,00-20,00: Sessão de Doutoramento (História, os laços entre a teoria e o método) HAF

11678º Dia

25 de Outubro de 2012 09,00-13,00: TH: tutorias 15,00-18,00: Em torno da História dos Retornados 20-21,30: Sessão TH HAF

11677º Dia

24 de Outubro de 2012 I 09.00-13,00:Teses 15,00-18,00 : Tutorias II O último combate: sem navios, sem «Cavalos e Baionetas » e sem Europa Foi há dois dias. Centrou-se nas questões internacionais. Obama venceu, generosamente. O mais relevante para os políticos desta margem: a Europa não existiu neste debate. HAF

quarta-feira, outubro 24

11676º Dia

23 de Outubro de 2012 I Paper “A agricultura alentejana no século XIX e o advento do crescimento económico moderno da agricultura portuguesa” Aula TH -1 Aula TH -2 II A Dança das Moscas O Procurador Geral da República foi substituído, a Ministra disse que nada ia ser como dantes…. e sem ter ainda sequer aquecido o lugar, prosseguem as violações ao segredo de justiça e as declarações a favor da inocência de governantes. III A Europa, a ciência e o futuro da Europa No Le Monde desta manhã, uma carta aberta de quase meia centena de cientistas europeus dirigida aos líderes políticos dos países e instituições da União Europeia . E este apelo deve ser particularmente ouvido nos países onde, a actividade cientifica sistemática estava em «take off» . Aqui fica: «Ne sacrifiez pas une génération entière de scientifiques de haut niveau» «Chaque crise présente des opportunités à saisir. La crise actuelle nous contraint à opérer des choix : l'un d'eux concerne la recherche scientifique et le soutien qu'il convient de lui apporter. En l'an 2000, les chefs d'Etat ou de gouvernement de l'Union européenne (UE), les présidents des institutions de l'UE et leurs prédécesseurs ont établi que l'Europe deviendrait "l'économie de la connaissance la plus dynamique du monde dès 2010". L'intention était noble et ambitieuse, mais cet objectif n'est pas encore atteint. La science peut assurément nous aider à trouver les réponses aux nombreux problèmes urgents auxquels nous devons faire face : découvrir de nouvelles sources d'énergie, de nouvelles formes de production et de nouveaux produits, ainsi que des moyens plus adéquats pour saisir comment évoluent nos sociétés et comment mieux les organiser. Nous sommes aujourd'hui au début d'une période révolutionnaire et une nouvelle compréhension du fonctionnement du corps humain aura des conséquences incalculables pour notre santé et notre longévité. L'Europe est aux avant-postes de la recherche scientifique dans de nombreux domaines. Transformer la connaissance en services, en savoir-faire industriels et en nouveaux produits innovants est la seule voie possible pour une Europe compétitive dans un paysage en mutation rapide, et pour garantir sa prospérité à l'avenir. Les savoirs n'ont pas de frontières. Le recrutement des chercheurs de haut niveau est très concurrentiel sur le marché international. L'Europe peut difficilement se permettre de perdre ses meilleurs chercheurs et enseignants, et elle gagnerait bien plus à attirer les talents étrangers. Réduire le financement de la recherche d'excellence aurait pour conséquence inéluctable un appauvrissement de la formation des chercheurs. Une baisse conséquente du budget de l'UE consacré à la recherche et à l'innovation nous mettrait en danger : celui de sacrifier une génération entière de scientifiques de haut niveau, au moment même où l'Europe en a le plus besoin. Le Conseil européen de la recherche (ERC) a acquis à cet égard et en très peu de temps, une reconnaissance et une réputation mondiales. Il finance les chercheurs les plus prometteurs, partout en Europe et quelle que soit leur nationalité; en un mot, des chercheurs excellents, des projets excellents. L'ERC apporte ainsi un complément opportun et décisif aux financements nationaux destinés à la recherche fondamentale. Le financement de la recherche au niveau de l'UE est un catalyseur qui vise une meilleure utilisation des ressources qui sont les nôtres et qui rend les financements nationaux plus actifs et plus efficaces. C'est dire si les ressources de l'UE sont inestimables. Elles ont permis de réelles avancées pour la science européenne. Elles ont aussi renforcé la compétitivité internationale et ont eu des effets bénéfiques pour toute la société. Nous considérons qu'il est essentiel de soutenir, et plus important encore, de stimuler l'extraordinaire richesse du potentiel qui existe en Europe en matière de recherche et d'innovation. Nous sommes convaincus que la jeune génération de chercheurs fera aussi entendre sa voix et que les chefs d'Etat ou de gouvernement de l'Union européenne seront à l'écoute de ce qu'ils ont à dire. Les 22 et 23 novembre, se tient à Bruxelles la réunion des chefs d'Etat ou de gouvernement, au cours de laquelle le budget de l'UE pour la période 2014-2020 sera discuté. La question que nous leur posons est simple : à l'heure où le budget européen est déterminé et bientôt annoncé, quels seront le rôle et la part de la science dans l'Europe du futur ? [42 lauréats des prix Nobel et 45 lauréats des médailles Fields] [cf. http://www.lemonde.fr/idees/article/2012/10/23/ne-sacrifiez-pas-une-generation-entiere-de-scientifiques-de-haut-niveau_1779272_3232.htm] HAF

11675º Dia

22 de Outubro de 2012 Paper “A agricultura alentejana no século XIX e o advento do crescimento económico moderno da agricultura portuguesa” Aula TH Tutorias HAF

segunda-feira, outubro 22

11674º Dia

21 de Outubro de 2012 Europa desfocada. No momento em que o «espirito europeu» concretizado em «realizações concretas» (União Europeia) é reconhecido com a atribuição do Prémio Nobel da Paz, a Europa «institucional» ( a União Europeia) vive uma fase de «unserendipity» . A «fractura» norte-sul que o talento de Mario Monti parece não conseguir superar a curto prazo; gente do norte , conservadora e resistente aos avanços políticos e solidários da integração; os «europeístas» federalistas lentos a responder e acima de tudo fora do poder (como o líder do SPD) ou nele demasiado «isolados» (F. Hollande) . Tudo isto é verdade, e a Europa, como projecto , está a alimentar-se (mal) de erráticas [«desesperadas», «históricas», «excepcionales»] cimeiras de empatas. Tudo indica que novidades, só depois de cumprido o ciclo eleitoral do outono de 2014 e ano de 2015 . Para o governo liberal-conservador português, se não há massa de borla da Europa, para aplicar na formação dos portugueses em segurança aeroportuária e noutras pérolas similares, não há presença na política europeia. Estasse nas cimeiras , mas mudos á entrada e calados à saída, e subservientes q.b. Como disse François Hollande (na entrevista que refiro adiante) , a pior ameaça para a Europa « C'est de ne plus être aimée. De n'être regardée au mieux que comme un guichet austère, où les uns viendraient chercher des fonds structurels, d'autres une politique agricole, un troisième un chèque, au pire comme une maison de redressement. ». Falar dos portugueses, do esforço que lhes está a ser exigido , do que eles já se dispuseram a suportar, dos «assaltos à mão armada» com que lidam nos últimos anos…disso, o governo português nada diz, onde devia dizer. Tem de ser outros a fazê-lo. Desta vez foi o Ppresidente francês numa entrevista «europeia» (i.é, para o espaço público europeu) concedida seis jornais europeus (Le Monde, The Guardian , El Pais, gazeta Wyborcza, La Stampa e Süddeutsche Zeitung), nas vésperas da última cimeira europeia, onde pode expor as bases d a sua tese da «integração solidária» que o distancia da chanceler alemã. « On ne peut pas infliger une peine à perpétuité à des nations qui ont déjà fait des sacrifices considérables, si les peuples ne constatent pas, à un moment, les résultats de leurs efforts. Aujourd'hui, ce qui nous menace, c'est autant la récession que les déficits !» (Le Monde) HAF

11673º Dia

20 de Outubro de 2012 Leituras transnacionais Akira Iriye et al. The Palgrave Dictionary of Transnational History, 2009 HAF

11672º Dia

19 de Outubro de 2012 I Reunião GHC : programa de doutoramento e revisão do mestrado Sessão do CC UE Tutoria Sessão de Doutoramento de HC II C.Saunders et al., Region-building in Southern Africa , Zed Books, 2012. HAF

quinta-feira, outubro 18

11671º Dia

18 de Outubro de 2012 I Além de uma autêntica via sacra médica... Despacho do CC ECS UE Sessão de Teoria da História (20.00-21.30) II Manuel Pereira Cresto, Vice-Almirante : Porque perdemos a guerra. Lisboa, Abril, 1977 Um livro curioso. Depois de umas «Breves noções sobre a guerra e sobre a estratégia, e de dedicar 40 páginas a «A Guerra de África» e mais 30 à sua acção como Ministro da Marinha dos governos de Salazar e de Caetano («Da minha entrada no Governo em Agosto de 1968 e meados de 1973») , o autor, «oficial distintíssimo» (Martinho Simões, no Prefácio), centrou-se no desfecho da guerra, que foi a «Derrota» portuguesa, uma vez que «o inimigo» alcançou os seus objectivos: «a entrega dos territórios ultramarinos e das suas populações» . E a derrota ocorreu, na sua perspectiva, por «ter sido abandonada a única política ultramarina que poderia ter evitado a catástrofe – a de prosseguir a guerra até que o inimigo desistisse de lutar». Razões evocadas por outros, como a «traição (de alguns) socialistas e comunistas», o desânimo do exército português («das nossas tropas não quererem continuar a lutar»), os «errados... procedimentos adoptados» na descolonização, todos eles foram factores secundários. «Para vencer , teríamos de prosseguir a guerra até que o inimigo desistisse de lutar. Não procedendo assim, fomos derrotados. A vitória pertenceu aos grupos armados que, durante treze anos, nos combateram sem sucesso, e às potências comunistas que os apoiavam» , escreve o Vice-Almirante a rematar . Uma leitura «de regime» em nada surpreendente, mas que aqui fica registada, para que se conheça. HAF

11670º Dia

17 de Outubro de 2012 I Reunião com o ICTT: Mestrado Estudos Históricos Eu e Af. AHU-UM. II «Pobres» e «Ricos» em Portugal: as vagas recentes da desigualdade social Segundo um estudo coordenado por Carlos Farinha Rodrigues [Desigualdade económica em Portugal, ISEG-Fundação FMS] , de que se acabem de divulgar alguns dados e conclusões ( cf. Público e web) o ano de 2009 marcou um ponto de viragem na história recente da desigualdade social em Portugal: foi o fim de uma década na redução da «intensidade da pobreza» - medida pela distribuição dos rendimentos das famílias que releva uma aproximação entre os mais pobres e os mais ricos - , devido não ao aumento dos «ganhos mensais » [salários , que estagnaram entre 1985 e 2009) mas às politicas (rendimentos) sociais de apoio aos mais desfavorecidos (com ênfase para o rendimento mínimo de inserção) que proporcionaram um aumento do conjunto de recursos disponíveis das famílias. Seguindo a leitura que Andreia Sanches fez deste estudo (Público, 17-10-2021, de que tiramos as citações), desde 1993 e até 2009, «houve uma melhoria do rendimento das famílias mais pobres, não tanto porque estejam a ganhar melhor, mas essencialmente por causa dos apoios que recebem do Estado» , o que tendencialmente se traduziu numa «ligeira redução» da desigualdade social Todavia o estudo parece ainda mostrar que no referido período o andamento da desigualdade social foi ondulado por quatro fases: agravamento entre 1985 e 1994 (Cavaquismo), atenuação entre 1995 e 2001 (Gueterrismo); voltou a agravar-se entre 2002 e 2005 (Barrosismo e Lopismo); e nos quatro anos a seguir (Socratismo) , conheceu de novo uma ligeira atenuação. Foi um andamento modesto que parece ter como alicerces uma evolução positiva do rendimento global das famílias (que matiza a desigualdade social, porque favorece as mais pobres) que teve como contraponto um acentuar da «desigualdade salarial» : «quem tem um crescimento superior à média são as pessoas com maiores salários, que vêem os seus salários crescer mais» ( Farinha Rodrigues, citado no Público). [Ver ainda: Carlos Farinha Rodrigues: Desigualdade económica em Portugal, http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=projects&id=94] HAF

quarta-feira, outubro 17

11669º Dia

16 de Outubro de 2012 I Leitura de Tese (Sociedade e economia no BIÉ) Sessão Teoria da História Tutoria: Domingos Pascoal II Abderrahmane Bouchéne , Jean-Pierre Peyroulou , Ouanassa Shari Tengour e Sylvie Thénault (dir), Histoire de L´Algerie Colonial, 1830-1962, Paris , LA Découverte, 2012 HAF

11668º Dia

15 de Outubro de 2012 I Paper: A agricultura alentejana no século XIX e o advento do crescimento económico moderno da agricultura portuguesa. Sessão Teoria da História II H.Sapire and C.Saunders, eds., New Perspectives on Liberation Struggles in Southern Africa, UCT Press, 2012). III Portugal , os defeitos do sector público e as virtudes do sector privado O senhor Relvas e os seus amigos estão a tornar-se num «case study» do maior interesse. Porque se apresentam como neo-liberais radicais , advogando um Estado mínimo, única forma de vencer a ineficácia e os custos directos excessivos da administração pública povoada dos funcionários públicos diabólicos, que cobram salários chorudos e mordomias inaceitáveis ( excepto os amigos deles e os especialistas que eles contratam, claro) . E porque propagam as virtudes económicas do sector privado, como exemplo de eficiência, mesmo na prestação se serviços públicos. É verdade que «Empresas» como as hospitalares não tem sido um exemplo nada glorioso mas agora dispomos de exemplos protagonizados por estes propagandistas do Estado fora dos serviços . O Público de ontem publicava mais dados sobre a História da Tecnoforma que quis encher o país (zona centro) de funcionários municipais convertidos em peritos de campos de aviação e heliportos. Retenho apenas o título da 1º pagina: «Relvas [como Secretário de Estado da administração Local] e Passos Coelho [como consultor, administrador e/ou gestor da empresa] agiram juntos para angariar contratos» . Já está a vista de todos o que aconteceu e como estas recorrentes práticas bandoleiras estão enraizadas na sociedade portuguesa. Mas o meu ponto aqui é outro. Em comentário anterior dedicado a este assunto (11 de novembro) escrevi: « Dos 1063 formandos previstos no projecto candidato, com vista a preparar pessoal camarário para meia dúzia de aeródromos e heliportos, a um custo 2164 euros/formando, a Tecnofoma… proporcionou a frequência dos três cursos centrais apenas a 36 formandos (houve mais 68 que participaram noutras sessões avulsas), não obteve a acreditação dos cursos e o custo por formado foi superior a 8.500 euros. », isto é, numa «gestão privada» , gastou-se quatro vezes mais do que o estimado para formar 36 «especialistas» de aeródromos que ficaram credenciados. O que me parece é que se tal formação tivesse sido facultada por uma instituição pública, provavelmente o custo de cada formando até poderia ser o mesmo (dou isso de barato) mas uma coisa é certa, os formandos acabariam preparados e devidamente credenciados . HAF

11667º Dia

14 de Outubro de 2012 Paper: A agricultura alentejana no século XIX e o advento do crescimento económico moderno da agricultura portuguesa. HAF

11666º Dia

13 de Outubro de 2012 Dia Branco H.Sapire and C.Saunders, eds., New Perspectives on Liberation Struggles in Southern Africa, UCT Press, 2012. HAF

11665º Dia

12 de Outubro de 2012 I 08.00-12,00: Preparação de “”paper” e de painel no próximo ECAS 5 (ISCTE 2013) 15,00-17,00: Júis de Doutoramento 17,00-19,00: Sessão de Doutoramento II H.Sapire and C.Saunders, eds., New Perspectives on Liberation Struggles in Southern Africa, UCT Press, 2012). HAF

sexta-feira, outubro 12

11664º Dia

11 de Outubro de 2012 I Referee. Formação de Júris . Preparação de «paper» Sessão TH (20-21,30) II Os batoteiros do país: novos exemplares No passado dia 8 de outubro o Publico começou a divulgar um dossier sobre as activididades de uma empresa especializada em formação (Tecnoforma), de que Passos Coelho foi várias coisas de que na se lembrava já muito bem, que abixou uma pipa de massa através de uma rede de negócios e tráfico de influências, que envolveu(e) (ex-)dirigentes do PSD e «jovens sociais democratas» , incluindo o incontornável Relvas, então como Secretário de Estado da Administração Local (2004) O tema regressa à primeira página de hoje do referido jornal: «Relvas ajudou empresa de Passos a ter monopólio de formação para aeródromos» , do centro do país. A ideia é genial: visando a «segurança das aeronaves e seus passageiros» e barrar a possibilidade de «atentados terroristas» da Al-Qaeda, o governo, via Mr. Grass, criou (em combinação com a rede) um programa de apoio à formação profissional de técnicos camarários para aeródromos e heliportos municipais e dele conhecimento apenas a uma empresa: a dos amigos íntimos da Tecnoforma. A ideia era facturarem 2,3 milhões de euros, mas a coisa mesmo assim correu tão mal que o programa acabou por ter de ser suspenso depois de encaixarem 312.000 mil euros e não terem formado ninguém com certificação ddo INAC. Dos 1063 formandos previstos no projecto candidato, com vista a preparar pessoal camarário para meia dúzia de aeródromos e heliportos, a um custo 2164 euros/formando, a Tecnofoma, de que Passos Coelho foi consultor, membro do Conselho de Administração e gestor (confuso, eu também) , proporcionou a frequência dos três cursos centrais apenas a 36 formandos (houve mais 68 que participaram noutras sessões avulsas) , não obteve a acreditação dos cursos e o custo por formado foi superior a 8.500 euros. E este banquete só acabou porque com a saída do PSD do governo mudou a elite regional à frente da Comissão de Coordenação da Região Centro...e, eventualmente, foi necessário satisfazer as novas clientelas…para manter, alimentar e criar legitimas expectativas nesta longa vaga de «amiguismo» em que o país mergulhou. E é esta gente de chicos-espertos, com hábitos batoteiros tão enraizados, que nos governa. Mas o leitor não fique pelo “perfume negro” deste comentário. Leia o dossier do Público e comova-se com o talento português para a batota. HAF

quarta-feira, outubro 10

11663º Dia

10 de Outubro de 2012 Despacho CC ECS UE e proposta de júris Carl Martten: Koffie Verkeerd?. A study of the retailer Albert Heijn and the public relations during the boycott of 1973 by the Angola Comity in the Netherland, MA Thesis Economic History , Leiden University, 2012 (prc) Provas de Mestrado (discussão): MBF: Descolonização e Repatriamento Europeus. A História dos Retornados Portugueses: o caso do Distrito de Évora (1975-1976).(tese de mestrado, NICPRI.UE, orientação HAF e PEG) Também na discussão se revelou uma boa tese. HAF

11662º Dia

09 de Outubro de 2012 Proposta da sessão (Painel) ao ECAS 5: From Liberation Struggles to Region-building in Southern Africa Carl Martten: Koffie Verkeerd?. A study of the retailer Albert Heijn and the public relations during the boycott of 1973 by the Angola Comity in the Netherland, MA Thesis Economic History , Leiden University, 2012 (prc) Propostas de Júris Despacho do NICPRI.UÉ 15,30-17,00: Sessão TH 20,0o-21,30: Sessão TH HAF

11661º Dia

08 de Outubro de 2012 I Leitura de teses e pareceres Reunião da ECS: abertura de vagas 15,30-17,00 Sessão de TH 17,00-19,00: Sessão CC ECS UE II O País da batota e os jovens assessores especialistas do governo A imprensa deu notícia do facto de o governo ter contratado nos últimos meses, como assessores especialistas, umas dezenas de jovens do PSD e do CDS , recém-licenciados e muito bem remunerados . É claro que foi um recrutamento sem concurso mas, segunda noticia, com muitos apelidos comuns. Apenas um desses jovens «especialistas» se dispôs a dar a cara e explicar as circunstâncias em que tinha sido contratado . No todo, foi um depoimento surpreendente. A «cereja em cima do bolo» foi o momento em que o rapaz , com 33 anos, e recém-licenciado em direito , com 3 anos de experiência, respondeu à questão da especialidade , e disse (cito de memória): «neste momento sou especialista em juventude». Chapeau !!!! HAF

11660º Dia

11660º Dia 07 de Outubro de 2012 I Leitura e pareceres de teses de mestrado sobre a »Peregrinação Alentejana a Loures», Família e Sociedade de TN no longo século 19 e a Guerra Colonial . Preparação de Aulas II Os Rankings e o «factor institucional» no desempenho das Universidades Nos últimos dias a imprensa nacional divulgou alguns dos «resultados » mais relevantes do «Times Higher Education World University Rankings 2012-2013» [uma breve nota no Expresso de 5/10 ; e uma página do Público de 4/10]. O ranking estabelece-se com base em 13 13 «indicadores de desempenho» agrupados em cinco áreas com diferente ponderação [ambiente de ensino; volume, rendimento e reputação da investigação; influencia da investigação (citações) ; inovação ( «industry income»); perspectiva Internacional (staff, estudantes e investigação) ] consideradas como as «core missions» das universidades. Embora a descrição metodológica não se refira ao universo das universidades avaliadas, terão sido objecto de avaliação 700 universidades (Público) , para apurar as 400 melhores. O subtítulo do Público permite uma visão geral e nacional : «apesar da melhoria nos Portugal passou a ter apenas três academias no Ranking do THE. EUA e Reino Unido dominam, mas o balanço do poder está a deslocar-se para a Ásia. Uma análise mais fina permite relevar outros aspectos. O primeiro , a queda de Harvard para 4º lugar (no ano passado ocupava a 2º posição ex—equo com Stanford, que agora assou para 3º) , porque Oxford subiu de 4º (2011) para 2º Lugar (por mérito nos indicadores de investigação). O IT Califórnia, mantem o 1º lugar No plano nacional , as Universidades do Porto e Aveiro mantiveram-se entre as 400 melhores universidades mas desceram no ranking . As Universidades de Coimbra e Nova de Lisboa, saíram da lista. Mas a grande novidade é a entrada da Universidade do Minho que com as duas universidades acima referidas se coloca entre no ranking na posição 350-400. O THEWUR sugere explicações globais para os movimentos: a ascensão das universidades asiáticas (chinesas, p.ex.) associado a uma maior alocação de recursos do que nas universidades do «Ocidente» , referindo-se mesmo o declínio relativo das universidades do Ocidente pelo abrandamento do investimento público . Mas o THEWUR nada refere sobre as razões das variações/oscilações no plano nacional , como é compreensível. Vivendo num contexto de financiamento público similar, as principais razões daquelas variações devem se de outra natureza, de escala, mas também de escopo institucional Num momento em que estamos a rever os Estatutos da nossa Universidade vale a pena ponderar se as diferenças na organização institucional não deverão estar a ter um impacto profundo no desempenho das Universidades portuguesas , independentemente da quantidade e mérito do staff de docentes e investigadores, distraindo-os do foco central da sua actividade universitária (o ensino e a investigação) e, em contrapartida, estimulando carreiras excessivamente alicerçadas na gestão académica . Uma arquitectura institucional complexa e «basista» , especialmente nas universidades de pequena dimensão, pode ser uma boa condição para o fraco desempenho. As Universidades de Aveiro e Minho, nos seus «modelos» específicos e nas soluções institucionais que adoptaram quando da revisão dos estatutos de 2008 e 2009, podem servir de referência para outras instituições que tem uma visível incapacidade de encontrar uma solução (institucional) sólida. II FCP-SCP 2-0 com a famosa e recorrente bênção local HAF

domingo, outubro 7

11659º Dia

06 de Outubro de 2012 Finalmente, um «dia branco». Serviu para descobrir o caos urbanístico e o terror paisagístico de Sesimbra. Quem inventou aquele pontão? Salvou-se o «pargo» escalado d, em VN Azeitão o Museu de JMF. HAF

sábado, outubro 6

11658º Dia

05 de Outubro de 2012 I A UÉ também tem boas notícias Não são tão frequentes como seria desejável mas existem. Há um mês a trás, foi uma boa notícia a atribuição à Universidade de Évora de uma cátedra UNESCO (Património). Foi assim recompensado o esforço de um colega que , há décadas se dedica à institucionalização do Património Cultural , como área de investigação, ensino e serviço da UÉ. È também uma boa noticia saber que um dos nossos colegas de Literatura (CJFJ) integra, na categoria de ensaio, a «shortlist» dos Prémios PEN II O 5 de Outubro Um dia que para mim será sempre «feriado» , oficial ou pessoal. Os «valores republicanos» como os vejo: Liberdade, Igualdade, fraternidade ou solidariedade, público ( gestão pública e espaços públicos), laicidade, racionalidade (no uso dos recursos) Um combate político contra esta República sistémica, conservadora e neoliberal , baseada na «democracia precária» , na sociedade da precariedade, e na radical desigualdade social. A alternativa só pode ser a democracia participativa na deliberação política, o «Estado Social» , essa grande invenção da Europa, a meritocracia e a igualdade de oportunidades (no contexto europeu), a «accountability» e o direito ao trabalho e ao ócio. Ontem, nas celebrações, a «Luísa » e a «Ana Maria» mostraram o ponto onde estamos. Luisa colocou [aos convidados que saiam da cerimónia oficial à porta fechada para conter os custos] uma questão assassina (que a todos nos deve envergonhar, não apenas aos responsáveis): «Sou uma pessoa livre, séria e honesta […] «Não se envergonham de olhar para a minha miséria?». III Convergências da «República» que temos «Ná série de terror em que se tornou a economia política da austeridade, cada capítulo fulmina e desvasta mais do que o anterior. A terra queimada alastra através da escolha fria das vítimas, sempre as mesmas vítimas. (…) Recessão, depressão, injustiça, frieza, minagem da vida colectiva, eis o mundo que o governo nos propõe. Não pode ser! Há mais capacidades em Portugal» ( José Reis, «O Dia em que deixamos de ter governo», Público, 5 de Outubro de 2012) « (…) Mas existe uma linha muito ténue entre o céu e o inferno, e esta política de terra queimada conduzir-nos-á ao inferno . (…) É em Bruxelas (onde estão os credores) que o Governo tem de se bater pelo país ….Ricardo Arroja, «Entre dois mundos». Público, 5 de Outubro de 2012 HAF

quinta-feira, outubro 4

11657º Dia

04 de Outubro de 2012 I [...] II Foi esta madrugada , o Primeiro «De/Combate»: a visões de outros As Sondagens Quem venceu o debate esta noite? «Romney is Winner for the Media, Big Loser is Moderator Jim Lehrer. […] Substantively, Obama won the people who will already vote Democratic, Romney won the people who will already vote Republican, and the swing voters are just as confused as ever.» Matthew Rozsa ( Historiador: Politics, 2012 El Who Won the Debate in Terms of Temperament? « I wrote this morning that the most important thing to watch in tonight’s debate would be the evidence it gave of the candidates’ temperaments, as they faced each other in the most high-stakes moment of the campaign. I described temperament […]as “the strength of character that allows a president to stay on top of all the events and complexities and life-and-death challenges of the world’s most difficult job, and to remain open-minded and flexible and yet determined.” Throughout most of the debate, and especially in the first half, Romney seemed more confident and flexible and yet determined than President Obama did. Obama looked defensive and uncertain. Romney may have said things that were clearly untrue—I believe he did—but he said them convincingly, and Obama didn’t even challenge them. [Frederick E. Allen, in Forbes] * « 3 Quotes ["Trickle-down government" (new political lexicon); “Deficit spending” ; “I'm gonna stop the subsidy to PBS. I'm gonna stop other things”] proving Why Mitt Romney Was the Clear Winner at the Presidential Debate» James Velasquez * «In the First Presidential Debate, A Lack of Foresight Prevents Us from Understanding Candidates' Visions. Obama's subdued performance along with Romney's aggressive use of the president's usual rhetoric and the candidates' mutual emphasis on communality made the first debate a murky affair.» (Sam Meier ) * Winners and losers from the first presidential debate : Romney earns a star turn when he needed one, while Obama seemed purposely restrained. [Chris Cillizza , Washington Post] * «Two-thirds of people who watched the first presidential debate think that Republican nominee Mitt Romney won the showdown, according to a nationwide poll conducted Wednesday night. According to a CNN/ORC International survey conducted right after the debate, 67% of debate watchers questioned said that the Republican nominee won the faceoff, with one in four saying that President Barack Obama was victorious.» (CNN Poll) HAF

11656º Dia

03 de Outubro de 2012 I 08,00-11,00: Correspondência 11,00-13,00: Mesa do CC ECS 14,30-17,00: Sessão do CC ECS e se ubíquo fosse teria também estado no CCP do IIFA e no CCUE… 17,00-18,30: Júris de equivalência e mestrado II A crise e o Fisco: modalidade de um estado demo-bandoleiro Há poucos comentários a fazer à comunicação do ministro Gaspar. Um colossal aumento dos impostos directos para a classe média, e um vago e difuso «imposto Robin» para os ricos… desta vez tiveram mesmo que poupar os mais pobres. A imprevisibilidade fiscal do estado, torna-o num estado-bandoleiro. Os que puderem passarão à clandestinidade.

quarta-feira, outubro 3

11655º Dia

02 de Outubro de 2012 08,00-12,00: Documentos da África Austral (ADN) 15,30-17,00: Sessão de TH 20,00-21,30: Sessão de TH HAF

segunda-feira, outubro 1

11654º Dia

01 de Outubro 2012 I Despacho do CC ECS (a «questão dos editais» ) Sessão de TH Tutoria (RC): Tese sobre emigração açoriana para o Alentejo (projecto Pina Manique) II ERIC HOBSBAWN, «the History Man» (1917-2012) Neste final de tarde, depois da sessão de Teoria da História, ao folhear a página web do «The Guardian », uma notícia assinada por Mark Mazower «anunciava» a morte de Eric Hobsbawm. Cruzei com Hobsbawm (EH) algumas vezes. A mais privada foi em Reading, num almoço de véspera de natal em casa de um outro grande historiador britânico Edward .J.T. Collins, um bom amigo, hoje Emeritus Professor of Rural History (U. Reading) . Ainda que não se achasse uma «subespécie excepcional» ( E.H.: Años Interessantes. Una vida em el siglo XX, Critica, 2003 (ed.orig. 2002) , EH era de facto demasiado solicitado (e eu insuficientemente atrevido) para que a nossa conversa não tenha ficado limitada a uma breve troca de palavras em torno de um historiador português e de outras matérias históricas portuguesas (o colonialismo, p.ex.) EH fez os estudos pré-universitários em Viena e Berlim, onde viveu a ascensão do Nazismo e descobriu a obra de K. Marx. Em 1936 ingressou na Universidade de Cambridge e no grupo local do partido comunista [«me hiced comunista em 1932, aunque en realidade no ingressé en el Partido hasta mi llegada a Cambridge en otoño de 1936 (Hobsbawm, 2003, p. 125) e em particular no CUSC (Cambridge University Socialist Club) - os «vermelhos» de Cambridge, a que a campanha pró-republicana na Guerra Civil de Espanha deu grande visibilidade- e, entre os estudos, projectos editoriais ( Granta, etc) e a militancia política anti-fascista, repartia as férias entre a London School of Economics (que então acolhia muitos refugiados intelectuais judeus e antifascistas da Europa Central: Norbert Elias, Karl Polanyi, etc) e a França (gostava de viajar à boleia na Bretanha). Em 1939 integrou a Apostle Society ,uma sociedade secreta de intelectuais (grupo de discussão), fundada em 1820, também conhecida por « The Cambridge Apostles» ou, «Cambridge Conversazione Society», de que John Maynard Keynes também foi membro (1903, integrando o Bloomsbury Group) . «Es fácil describir retrospectivamente cómo sentíamos y qué hacíamos como militantes del Partido cicuenta años atrás, pero explicarlo resulta mucho más difícil» (EH, 2003, p. 132). Foi militante do CPGB - Comunist Parety of Great Britain durante 55 anos, vinculo que só terminou com a extinção do partido (1920-1991). "I was a loyal Communist party member for two decades before 1956 and therefore silent about a number of things about which it's reasonable not to be silent." (Eric Hobsbawm, in Observer special, 22 set. 2002) . Um dos episódios marcantes desta fidelidade foi o famoso panfleto que, com Raymond Williams, assinou de apoio à fracassada invasão da Finlândia pela União Soviética ( 1939-40) que o pacto Hitler-Estaline consentiu. O argumento de que Estaline estaria apenas a proteger a Rússia de uma invasão imperialista britânica correspondeu fundamentalmente a uma obediência partidária: «We were given the job as people who could write quickly, from historical materials supplied for us. You were often in there writing about topics you did not know very much about, as a professional with words.’ (cf. Raymond Williams : Politics and letters: interviews with New left review, 1981, p.43) . Iniciou a sua carreira académica em 1947 como «Leccturer» no Birkbeck College (universidade de Londres),de que se tornou Presidente em 2002. De 1949 a 1955 foi « history fellow at King’s College». Com Chrsitopher Hill, Raphael Samuel E.P. Thompson e outros, EH fundou o «Comunist Party Historian Group» (CPHG, 1946-1956), um extraordinário clube (British Marxist Historian) cujo contributo historiográfico – uma « history from below» e acessível ao povo , a que a revista Past and Present (que fundaram em 1952) deu uma sólida feição académica -, não só revolucionou a historiografia britânica do pós-guerra e a projectou internacionalmente, como marcou toda a teoria e prática em torno escrita profissional da História ou, como gosto de dizer, dos Estudos Históricos. Tornou-se uma referência do «marxismo cultural» ou «académico» no campo historiográfico, sendo os Primitive Rebelds. Studies in Archaic Forns of Social Movements in the 19th and 20th Centuries (1959) um trabalho seminal. E foi, por cima de tudo, um grande historiador, tanto na aplicação dos princípios cardinais como na arte da escrita da História. Uma parte do seu extenso legado historiográfico está traduzido em português, em particular a colecção, originalmente publicada entre 1962 e 1994, que dedicou à História do Mundo Contemporâneo (desde a Revolução Francesa): The Age of Revolution, 1789-1848;, The Age of Capital; The Age of Empire; The Age of Extremes: The Short Twentieth Century, 1914-1991. E deixou ainda uma notável autobiografia (2002), já acima referenciada e citada na edição de Espanha [ Años Interessantes. Una vida em el siglo XX, Critica, 2003.] O quadro conceptual, instrumentos analíticos a que recorreu, as suas interpretações históricas, a forma da escrita da história tornaram-se regular objecto de debate, um debate que sempre aceitou e o tornou regularmente presente nos grandes encontos científicos da comunudade sistémica que os historiadores edificaram( Karl Dietrich Erdmann: Towards a Global Community of Historians. The International Historical Congresses and the International Committee of Historical Sciences, 1898-2000, Berghahn, 2005). Desde os anos 1930s cultivou o gosto pelo Jazz, um «ritmo» (e cultura) então pouco apreciado nos meios universitários britânicos, e, nas décadas seguintes, cultivou este gosto nos seus contactos com outros militantes comunistas da Europa de Leste e dos Estados Unidos. Nos anos 1950s, a figura do crítico de jazz ganhou um espaço crescente nos jormais britânicos. EH, que já tinha prestado alguma colaboração à revista Jazz Music, aceitou o convite (1955) para tal colaboração no New Stateman and Nation, um jornal que tinha como leitor tipo «o clássico funcionário público, varón, de unos cuarenta e tantos años» (EH, 2003). E, como entendeu dever separar a personalidade de professor universitário da de crítico de Jazz, durante uma década, escreveu crítica jazzística com o pseudónimo de Francis Newton. E « As ‘Francis Newton’ (named after a Communist jazz trumpeter who played on Billie Holiday’s ‘Strange Fruit’), I wrote a column every month or so for the New Statesman for about ten years.» (E.H. «Diary» , London Review of Books , Vol 32-10 27 May 2010; EH, 2003, p. 212). E ainda como Francis Newton publicou em 1959, The Jazz Scene , a primeira história social do jazz na perspectiva britânica, obra reeditada em 1993 agora autorada pelo historiador. Regressando à notícia do «The Guardian»: 'To anyone who loves history Eric Hobsbawm's death is very sad news' (Mark Mazower) HAF

domingo, setembro 30

11653º Dia

30 de Setembro 2012 I «Editais» para concursos…. Preparação de aulas Debate sobre a História de Portugal II Regressos ... «Ei-los que chegam» vindos de longe (Argentina). São jovens, licenciados e não esperam nada, mas mesmo nada, da «terra» onde nasceram. E regressam às terras onde podem ter ambições. Nós, que os vimos a formarem-se gostamos sempre de os ver, agora lá. Desta vez foi o André M. III A Manifestação no «Terreiro do Povo» vista pelo «Público». As bases de uma «greve geral», a convocar em breve pela CGTP, um «Terreiro do Povo» a abarrotar de «formigas que foram a Lisboa visitar as cigarras», uma manifestação que, na opinião de um colonista ( Elísio estanque: «Rebelião e resistência organizada) , pode ser «o início de um noco ciclo de conflitualidade social. O Secretário Geral da CGTP repetiu ontem a proposta da intersindical para fazer face ao déficit , proposta que já tinha formulado com clareza num programa TV do dia anterior e que no discurso da manifestação aparece aassim resumida: «Agora é que são elas, agora há que taxar o capital» HAF

11652º Dia

29 de Setembro 2012 I Leitura de Projecto de tese. «Nas fronteiras transnacionais: uma perspectiva comparada dos conflitos agrários e do surgimento do mercado de terras na Argentina e no Brasil (1820-1950). II “Revisão” ou “novos estatutos” da Universidade de Évora Recebi uma proposta (agora em discussão no CG, presumo) que deveria ser de revisão dos actuais estatutos da Universidade de Évora , que, recordo, entraram em vigor em Outubro de 2008. Li o documento. Uma visão sintética: a) não sei se é uma revisão se um novo estatuto (as fronteiras ficam muito ténues). B) Seja o que for, quer pela orientação claramente basista quer pela complicação institucional que acrescenta (ao procurar sanar conflitos herdados), o documento não é um contributo válido. Mas não me surpreende que venha a ser adoptado. III O «Terreiro do Povo» Lisboa foi hoje o «Terreiro do Povo». Não estive lá, mas é como se tivesse estado. IV O talento genial do Sr. Borges: é o que temos. Confirmou-se hoje a paternidade/maternidade das alterações que o Governo quis fazer na TSU (contribuição para a segurança social) , no sentido do reforço brutal da contribuição dos assalariados em geral e da redução brutal da contribuição das empresas/empresários. Tratando-se de uma ideia «extremamente inteligente» só podia ser de «António Mendo de Castel-Branco do Amaral Osório Borges» , economista e professor catedrático convidado da UCP. Como os empresários portugueses não o acompanharam no alcance de tão iluminada opção, o Prof. A Borges teve de ouvir, pelos media, o pior: «demosntra total ignorância», «muito ignorante», «não sabe do que está a falar» , «nunca trabalhou» (em presas) nem «teve de pagar salários», «a maioria dos empresários não o contrataria» (presumo que uma das razões é por não lhe poder proporcionar a pipa de massa que ganha algures…) Trata-se de um caso de mera fé ideológica no capitalismo selvagem: nada que não vejamos noutras mentes de diversas paragens. Aceita-se, desde que deixe de influenciar tão negativamente as nossas vidas (como os resultados do Governo no último ano o ilustram). HAF

11651º Dia

28 de Setembro 2012 Projecto África Austral Tutorias: 6 teses de mestrado em conclusão + 2 em curso. HAF

11650º Dia

27 de Setembro 2012
I
Um debate (História de Portugal)
Apreciação de Processos de admissão a doutoramento
Organização sessões MEHE
Ajustes nos programas de TH
II
«Ventos de Espanha» ou «Ventos Ibéricos»
A Espanha entre o cerco ao Parlamento e o «Nacionalismo» catalão. Por aqui um governo acossado, fortemente protegido quando desce ao «espaço público»  com gente eventualmente recrutada entre seguranças de discotecas (foi o que pareceu no ISCSP)
III
NETO Maria Conceição: In Town and Out of Town. A Social History of Huambo (Angola) 1902-1961, Thesis , SOAS-University of London, 2012
HAF

11649º Dia

26 de Setembro 2012
Despacho CC e do NICPRI.UE
Júri Dout.
Editais
Aula TH /PosLab
HAF

11648º Dia

25 de Setembro 2012
Leitura de tese
Júri TM
Aula TH
HAF

11647º Dia

24 de Setembro 2012
Preparação de aulas
Despacho CC ECS
Aula TH
HAF

domingo, setembro 23

11645-11646 º Dias

22 e 23 de Setembro 2012
Correspondência
Preparação de Aulas
Teses (revisão de)
Sabatina da imprensa portuguesa da semana (Público, I, Expresso e Visão)
HAF

11644º Dia

21 de Setembro 2012
I
Ghent-Évora…mais um regresso. A viagem de comboio até ao aeroporto de Bruxelas (cerca de uma hora) , permite grafar uma reflexão geral sobre o RDC que agora termina. Quatro notas parecem-me importantes. A primeira, é para destacar o interesse que este curso suscita nos doutorandos que frequentam programas na Europa. Dos mais de 50 candidatos, foram selecionados 33 estudantes de 22 universidades europeias, embora a maioria delas do «coração » Europa. Não houve nenhuma candidatura portuguesa. É interessante ver como estes jovens, usando como instrumento um domínio desigual do inglês, rapidamente se «organizam» em comunidade de conhecimento e de socialização. Nestas práticas de partilha académica, para além das virtudes de treino cientifico, se facilita a construção da Europa criando viveiros e embriões de comunidades sistémicas transnacionais. O interesse crescente reflecte-se naturalmente na qualidade dos «major papers» através dos quais apresentam e se discute os planos de doutoramento que têm em mãos. Nas discussões sobressaíram alguns casos pela negativa: entre os doutorandos de história económica manifestou-se, nunca antes de forma tão acentuada, uma clara falta de background sobre os contextos históricos que analisam, em particular nos exercícios mais comparatistas. Esta leitura foi partilhada por outros professores e não deixaremos de ter em conta na edição do próximo ano. Critico foi também, alguns textos, o seu tom coloquial, reforçando-se a ideia de que mesmo no doutoramento os estudantes beneficiam caso tenham treino em «escrita académica» A terceira nota, serve apenas para enfatizar o início do processo de mudança de geração entre o staff docente. Dos 17 professores que nesta edição participaram apenas cinco integram a geração fundadora (1995) da rede e programa ESTER (European School for Training in Ecomomic and Social History) (AJ, BG, HAF, PM e PV), que o Phostumus Institut acolhe e apoia com alguma generosidade. Dos novos já há repetições, que vão dando expressão à transição. Todavia esta equipa funcionou muito bem e provavelmente repetirá a experiência no próximo ano. A última nota releva o acolhimento que nos foi proporcionado. Mas mãos da Isabelle e de Limberger a organização local foi extraordinária: Um hotel absolutamente central (IBIS Cathedral), a dez minutos do local onde decorreram as sessões de trabalho: Faculdade de História, frequentada por centenas de estudantes estrangeiros. Instalada num «edifício inteligente» oferece uma infraestrutura notável, com a generalidade das salas desenhada para grupos de 15 a 17 pessoas. O habitual «tour» que em regra decorre a meio do programa, proporcionou-nos um visita à biblioteca pública, instalada desde os anos 1930 num edifício de grande dimensões onde sobressai uma torre de dezenas de andares («a 4ª torre de Gant») com um miradouro que cobre toda a cidade e cujo acesso nos foi proporcionado. Seguiu-se a visita ao novo «STAM», um museu centrado na história da cidade e na vida quotidiana, com um programa notável, que as duas horas de visita guiada não permitiu ver em todo o detalhe. Havia, num canal central, um barco fluvial à espera para uma nova visão da cidade medieval e moderna vista a partir desses eixos fluviais que foram essenciais à organização da vida da cidade. O tradicional champanhe acompanhou a narrativa que ficou a cardo de «Peter» um licenciado em História pela Universidade de Gant, professor da disciplina no ensino secundário e um excelente guia e comunicador que, com as suas narrativas informadas, críticas e até cínicas desconstruiu um pouco a narrativa «nacionalista» com que fomos (o nosso grupo) prendados no museu. Peter continuou ainda connosco, já em terra firme, a calcorrear o património edificado da cidade que, seguindo a tradição local, incluiu uma mais demorada passagem por três restaurantes, onde, sucessivamente fomos presenteados com as entradas (no Teatro principal da Cidade), o 2º prato (num restaurante Michelin) e a sobremesa, num restaurante-com ar de antigo «club» da sociedade local: 6 horas, que, como disse Pier de Vries, não esqueceremos, como todo o seminário, nos próximos três dias. Mas quando imagino uma academia europeia, e uma universidade a cumprir com a sua missão, acomodo nessa imagem estes momentos que cada vez mais fazem (deviam fazer ) parte da nossa comunidade intelectual. O regresso a casa trás me a uma outra realidade que um dia mudaremos.
II
David VAN REYBROUGH: Congo. Une Histoire, ed. Actes Sud, 2012 (ed. orig.: Congo. Ein geschiedenis, da De Bejige Bij, Amsterdam)
HAF

11641 a 11643º Dia

18 a 20 de Setembro 2012
I


II

HAF

11640º Dia

17 de Setembro 2012
I


II
A «crise» portuguesa vista da Bélgica (imprensa francófona) O SudPress (o de maior tiragem) não lhe dá a mínima atenção. O Le Soir coloca-a no contexto ibérico [“Espagnols et Portugais refusent l'austérité par dizaines de milliers” (16-09-2012) ; «Les Iberes…….»], realçando as manifestações do passado fim de semana nos dois países. Para ambos as descrições são sumárias e no caso português parece menorizar-se a dimensão do protesto: «Au Portugal, ils étaient plus d'une centaine de milliers à manifester à Lisbonne et dans plusieurs villes du Portugal contre les mesures d'austérité du gouvernement de centre-droit témoignant ainsi d'un net regain du mécontentement social. » (16-09-2012) No La Libre Belgique o protesto na "Ibéria” só à espanhola. Os espanhois «venus des quatre coins d'Espagne. […] manifestent (em Madrid) massivement contre l'austérité» : «Tous dénoncent la politique de rigueur menée par le gouvernement de droite de Mariano Rajoy : enseignants, parents et élèves en vert pour défendre l'éducation, cortège blanc de la santé, marche noire pour les fonctionnaires, défilé orange pour les personnes dépendantes et âgées, femmes en violet. Plusieurs dizaines de milliers d'entre eux sont descendus des autocars arrivés de toutes les régions du pays, de Catalogne, d'Andalousie, ou du nord de l'Espagne, portant les drapeaux régionaux et les couleurs des deux grands syndicats, UGT et CCOO
HAF

11639º Dia

16 de Setembro 2012
I
Évora-Ghent para o “Research Design Course” do Programa ESTER (17 a 20 de Setembro, Ghent University) II O Estado «político» do país. Um governo com vários nortes, protestos na rua, «baptismo(s) de cidadania» (Adelino Maltez) transgeracionais. Boas notícias. Muito terá de mudar.
HAF

sábado, setembro 15

11638º Dia

15 de Setembro 2012
I
ESTER International Programme – RDC. Leitura de papers.
Referee para a Arquipélago
II
Dia de Protesto. «Baptismo(s) de cidadania» (Adelino Maltez) transgeracionais e trans-sociais. Estou solidário. Absolutamente.
O “[novo] povo saiu à rua num dia [de sol] assim”. Em Évora fomos bastantes:
HAF

11637º Dia

14 de Setembro 2012
I
Reunião Júri ISCTE (Prof. Auxiliar, HMC)
Reunião IICT (mestrado)
Visita a FSD
II
Debate sobre a escrita profissional da História de Portugal (Loff-Ramos)
Há textos sobre o assunto que estiveram disponíveis na NET e posteriormente retirados. Impressiona-me esta conduta, tratando-se de gente credenciada.
HAF

11636º Dia

13 de Setembro 2012
I
Exame TH
Despacho CC ECS
Dossier Júri ISCTE (Revisão)
ESTER International Programme: RDC . Leitura de papers
Leitura de tese.
II
O “African Author Prize 2012 ” foi atribuído a Samson Abebe Bezabeh, doutorando do Departamento de Antropologia Social da Universidade de Bergen (Noruega), com o artigo “Citizenship and the logic of sovereignty in Djibouti” [African Affairs, Volume 110, Issue 441, 2011, Pp. 587-606]. Benzabeh publicou mais recentemente outro artigo também muito interessante: “Yemeni Families in the Early History of Addis Ababa, Ethiopia ca. 1900-1950 : A Revisionist Appraoch in Diasporic Historiography”. Cahiers d'etudes Africaines LI (4), 204, December 2011, pp. 893-919
O “African Author Prize” da African Affairs, que, por biénio, destaca o melhor artigo publicado no African Affairs (Ox.) por um autor baseado numa instituição africana ou um doutorando africano acolhido noutras universidades foi este ano foi criado em 2010, reportando-se aos artigos publicados em 2008 e 2009. O primeiro vencedor do prémio foi George M. Bob-Milliar, um especialista em Migrações que é professor visitante no DIIS- Danish Institut for International Studies [“Chieftaincy, Diaspora, and Development: The Institution of Nkusuohene in Ghana”, African Affairs,Volume 108, Issue 433, 2009, Pp. 541-558] mas gostei mais do artigo segundo classificado, da autoria do sociólogo africano Lephophotho Mashike e titulado “ Age of Despair: the Unintegrated Forces of South Africa” [ in African Affairs, Volume 107, Issue 428, 2008, Pp. 433-453.] . Já agora em 2012, o segundo lugar do prémio destacou o artigo "Elections and democratic transition in Nigeria under the Fourth Republic” [African Affairs, Volume 109, Issue 437, 2009, Pp. 535-553], de J. Shola Omotola, doutorando de Ciências Política da University of Ibadan, Nigeria
III
A «entrevista» do 1º Ministro à RTP: Não me lixem.
O Governo só vislumbra uma estratégia do empobrecimento como via de regeneração do país, procurando incrementar a competitividade internacional (o mágico aumento das exportações) com a redução dos salários, sem um limite . Não foi capaz de explicar porque, nesta era de protectorado, as coisas tem corrido muito mal ( diagnóstico que não tem sequer a lucidez e humildade de subscrever), foi nebuloso na explicação da desigual extensão dos sacrifícios «impostos» aos cidadãos e foi incapaz de dar uma indicação convincente de como chegaremos a uma nova era de crescimento (que para mim é cada vez mais claro que só ocorrerá depois de 2015) . Ficou absolutamente claro que tudo a que temos assistido desde a última sexta feira é uma manifestação da colossal impreparação política e de governação económica. A mensagem directa a Belmiro de Azevedo, foi o momento mais deprimente, de um 1º ministro já com sinais de «apardalamento». Nada me surpreende…. em especial, a impreparação. Há muito (ainda no tempo do «engenheiro da Lusíada») que aqui acentuei uma mutação geracional na liderança política do país [ a chegada ao poder de uma geração criada (educada, formada, promovida) nas juventudes partidárias e nas universidades privadas] que parece traduzir-se num incremento da incompetência política e na redução da meritocracia administrativa .
Não há nada a fazer. Os danos políticos deste experimentalismo social são irreversíveis : o governo não tem a menor ideia de como governar com e para o país; e o país, incluindo uma fração importante das suas elites económicas, começou a descolar do governo. À Oposição compete, não tanto o discurso da negação, mas indicar com clareza, a alternativa. A alternativa que permita recuperar os profundos danos sociais, ou seja a estratégia do enriquecimento social geral. Os outros, que não me lixem.
HAF